Produtos não cultivados nos EUA, como café e manga, poderão ter tarifa zero, diz secretário de Comércio

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Donald Trump e Howard Lutnick, secretário do Comércio dos EUA, respondem a perguntas de repórteres nos EUA - Andrew Caballero-Reynolds/AFP

O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou na terça-feira (29) que produtos que não são produzidos internamente pelos EUA podem receber uma tarifa zero, mencionando manga, cacau, café e abacaxi.

“Os Estados Unidos não produzem esses produtos. Então, poderiam entrar com tarifa zero”, afirmou em entrevista à emissora de televisão CNBC Internacional. A coluna Vaivém das Commodities, de Mauro Zafalon, antecipou que, segundo analistas do agronegócio, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) elaborou uma lista de produtos os quais o país não consegue produzir localmente e que pesam na alimentação americana.

Entre esses produtos estão café, frutas tropicais, frutos do mar, suco e óleo de palma. As negociações, de acordo com esses analistas, seriam feitas com tarifas diversificadas em relação ao limite imposto aos países.

Mais cedo na terça (29), Lutnick já havia dito que o presidente do país, Donald Trump, tomará suas decisões sobre acordos comerciais nesta semana, mesmo que as negociações separadas com a China e a União Europeia continuem.

“Para o resto do mundo, teremos tudo pronto até sexta-feira”, disse o secretário. Entre os países ameaçados de sobretaxa está o Brasil, que deve ter os produtos enfrentando uma tarifa de 50% a partir de sexta-feira (1º).

As autoridades dos EUA e da União Europeia ainda estão discutindo as tarifas de aço e alumínio, bem como as regulamentações de serviços digitais, seguindo a estrutura de um acordo entre as partes anunciado no domingo, disse Lutnick em entrevista à CNBC, acrescentando que as negociações com a China também são “algo próprio”.

Perguntado sobre as incertezas remanescentes em torno do acordo entre os EUA e a UE, Lutnick disse que Trump está trabalhando “para fazer as coisas agora”.

Ele disse que os produtos farmacêuticos foram uma parte fundamental do acordo com a UE, de modo que os medicamentos fabricados nos países europeus —que abrigam vários dos principais fabricantes de medicamentos— teriam seus produtos incluídos na tarifa de 15%.

“Era importante para eles que os produtos farmacêuticos fizessem parte do acordo com 15%, porque o presidente Trump apresentará nas próximas duas semanas sua política farmacêutica, e ela será mais alta”, disse ele.

Com Reuters

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