PSOL rejeita federação com PT, mas decide apoiar reeleição de Lula
O presidente Lula (PT) e Guilherme Boulos em Brasíia - Leandro Paiva - 10.out.2024/Divulgação
por g1
O Diretório Nacional do PSOL decidiu, no sábado (7), não ingressar na federação com PT–PCdoB–PV, mas aprovou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A decisão de apoiar o atual presidente Lula já no primeiro turno das eleições deste ano é uma consequência natural da prioridade política que vem sendo demonstrada pelo PSOL ao longo dos últimos anos: enfrentar e derrotar a extrema-direita”.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, era um dos principais defensores da federação com o partido petista.
➡️As federações partidárias unem duas ou mais siglas por, no mínimo, quatro anos. Pelas regras, as legendas passam a atuar como uma só — o que significa que, nos cálculos de distribuição de recursos, os desempenhos são somados.
➡️O “casamento” obriga que a federação decida candidaturas de forma conjunta. Não é possível, por exemplo, que cada partido da aliança decida por apoiar e lançar um candidato próprio aos cargos do Executivo.
Segundo a resolução aprovada, o partido abriu mão de lançar um candidato próprio para a presidência da República para a construção da unidade entre os setores populares.
Na reunião realizada neste sábado, a legenda também decidiu renovar, por mais 4 anos, a federação do partido com a Rede Sustentabilidade.
“O balanço da experiência atual da Federação PSOL-Rede nos últimos 4 anos foi positivo e se mostra novamente importante para que os partidos ultrapassem a antidemocrática cláusula de barreira nas eleições deste ano e, ao mesmo tempo, aumentem suas bancadas federais e estaduais com autonomia política e fortalecendo a diversidade de vozes na esquerda brasileira”, diz em nota.
O partido definiu ainda como prioridade a ampliação das bancadas de esquerda para confrontar o bloco do Centrão e da direita no Congresso Nacional.
“O Congresso não é um poder neutro, hoje ele funciona como escritório político dos bancos, do ruralismo e dos donos do capital. Ampliar as bancadas de parlamentares combativos e socialistas do PSOL pelo país é uma necessidade para virar o jogo em favor do andar de baixo”, diz trecho da resolução.