Além da reintegração dos aluanos, a juíza determinou que a Unisa instaure um procedimento disciplinar para apurar o envolvimento de estudantes no episídio.
Segundo a magistrada, “não cabe à Instituição de Ensino Superior, sob a alegação de fato público e notório, proceder à expulsão” dos estudantes, “especialmente porque expressamente declara que os alunos possuíam os rostos e corpos pintados de preto para dificultar a identificação”.
Ainda de acordo com a juíza, ao optar pela “aplicação sumária da penalidade”, a universidade teria se eximido de “apurar responsabilidades quanto à gravidade dos fatos noticiados”.
“Punhetaço”
Chamado de “punhetaço”, o episódio aconteceu em um torneio em São Carlos, no interior paulista, em abril deste ano, e só viralizou nas redes na semana passada.
Na ocasião, estudantes que estavam na arquibancada do ginásio Milton Olaio Filho, onde era disputada uma partida de vôlei feminina, baixaram as calças e exibiram o pênis. Também realizaram uma “volta olímpica”, sem parte da roupa.
Investigação
Os primeiros seis estudantes haviam sido expulsos da instituição na segunda-feira (18/9), por decisão do Conselho Universitário, responsável pelas medidas disciplinares. A sanção aconteceu após “investigação interna” e é a mais grave prevista no regimento da Unisa.
A Polícia Civil de São Carlos também investiga o caso na esfera criminal. Para o delegado responsável pelo caso, há a possibilidade de estudantes veteranos da Unisa terem obrigado calouros a mostrar o pênis durante o jogo.
Colegas de faculdade dos estudantes afirmam que alguns deles deletaram até o WhatsApp, com medo de que suas mensagens fossem grampeadas pela polícia.