Quem é Chocô, traficante que usou ligação com facções em presídios de SP e virou maior fornecedor de cocaína para a Paraíba

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'Vida de altíssimo luxo': quem é Chocô, traficante apontado como maior fornecedor de drogas para Paraíba preso no interior de SP — Foto: Polícia Civil

por g1 PB

Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô” e preso na manhã de quinta-feira (26), é apontado pela Polícia Civil como o maior fornecedor de entorpecentes — principalmente cocaína — para a Paraíba, com atuação que também alcançava regiões de Pernambuco e Ceará.

Traficante apontado como maior fornecedor de drogas para Paraíba é preso em condomínio de luxo no interior de SP — Foto: Edijan Del Santo
Traficante apontado como maior fornecedor de drogas para Paraíba é preso em condomínio de luxo no interior de SP — Foto: Edijan Del Santo

Segundo a polícia, “Chocô” é natural de Cajazeiras (PB) mas se mudou para São Paulo quando era jovem. A investigação aponta que ele possui histórico criminal no Sudeste e que, durante passagem pelo sistema prisional paulista, estabeleceu vínculos com facções criminosas de atuação nacional.

“Aproveitando-se desta rede de contatos, consolidou-se como o maior fornecedor de entorpecentes para o estado da Paraíba e regiões limítrofes dos estados de Pernambuco e Ceará”, informou a Polícia Civil da Paraíba.

Ainda de acordo com a investigação, ele mantinha “vida de altíssimo luxo, viagens internacionais e a aquisição de um vasto patrimônio em nome de terceiros”.

Ele foi preso em uma casa de luxo em Hortolândia (SP) durante a Operação Argos, que mirava a organização criminosa que chefiava, dedicada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro em escala industrial.

Estrutura e atuação da organização criminosa

A apuração identificou que o grupo criminoso tinha estrutura hierarquizada dividida em três frentes:

  • Núcleo Gerencial (SP) – responsável por decisões logísticas e financeiras;
  • Núcleo Operacional da Paraíba – com células regionais em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras;
  • Sistema de lavagem de dinheiro – com o uso do núcleo familiar de “Chocô”, “laranjas”, empresas de fachada e contas fantasma para ocultar e integrar o capital ilícito à economia formal.

Bloqueio de bens

A Operação Argos cumpre 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de quatro estados: Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil da Paraíba, foram determinados:

  • Bloqueios de R$ 104.881.124,34;
  • Sequestro de 13 imóveis de alto padrão;
  • Apreensão de 40 veículos, incluindo carros de luxo usados pelo grupo criminoso comandado por “Chocô”.

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