Ramagem diz que gravou reunião com o aval de Bolsonaro para registrar suspeita que acabou não ocorrendo; veja vídeo

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O então diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, durante a posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria, em 2020 - Pedro Ladeira-17.jun.2020/Folhapress

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), disse na segunda-feira (15) que gravou uma reunião com Jair Bolsonaro contando com o aval do ex-presidente.

A gravação da reunião, ocorrida em agosto de 2020, foi revelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), também nesta segunda.

O áudio faz parte das provas de uma investigação da Polícia Federal sobre um funcionamento paralelo da Abin no governo Bolsonaro para beneficiar o ex-presidente e seus familiares.

Na reunião gravada, segundo a PF, Bolsonaro, Ramagem, as advogadas do senador Flávio Bolsonaro e o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno discutiam formas de usar instituições do Estado para blindar Flávio. Na época, o senador era investigado por suposta prática de rachadinhas em seu gabinete durante o mandato de vereador no Rio de Janeiro.

Pouco depois que a gravação se tornou pública, Ramagem se manifestou em suas rede sociais.

O ex-diretor da Abin disse que a gravação foi feita porque havia uma informação de que um emissão do governo do Rio de Janeiro participaria da reunião e faria uma proposta “pouco republicana” para Bolsonaro. A pessoa acabou não participando da reunião, mas a proposta foi feita assim mesmo. Na época, o governador do Rio de Janeiro era Wilson Witzel.

“A gravação da reunião de agosto de 2020 não foi clandestina; houve o aval e o conhecimento do presidente para que ela ocorresse. A gravação foi realizada devido a uma informação recebida sobre uma pessoa que participaria da reunião e que teria contato com o governador do Rio de Janeiro na época. Havia a preocupação de que essa pessoa pudesse apresentar uma proposta nada republicana”, afirmou Ramagem.

“Portanto, a gravação tinha o objetivo de registrar um possível crime contra o presidente da república. No entanto, a gravação foi posteriormente descartada”, continuou o deputado.

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