
Por Alfredo Henrique
O secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite, afirmou não descartar a participação de policiais no assassinato do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, o delator do PCC executado com 10 tiros de fuzil no dia 8 de agosto, quando chegou de um voo de Maceió (AL) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, região metropolitana.
Gritzbach era jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção a qual teria ajudado na lavagem de dinheiro. Ele também era investigado pelo envolvimento no assassinato de dois membros da organização criminosa.
“Temos certeza que o crime organizado está envolvido [na morte de Gritzbach]. A participação de policiais, óbvio, não está descartada. Mas não tem ainda indícios de materialidade de autoria na participação direta no homicídio. As corregedorias [das polícias Civil e Militar] seguem trabalhando”, afirmou Derrite, na manhã dessa terça-feira (19/11).
O secretário acrescentou que um Inquérito Policial Militar foi instaurado e que a PM solicitou a quebra do sigilo telemático dos policiais que compunham a escolta particular de Gritzbach para “uma varredura minuciosa” em todas as conversas deles.
Todos os policiais civis e militares investigados pelo suposto envolvimento no crime foram afastados das ruas e seguem trabalhando em setores administrativos. Até o momento, nenhum suspeito de envolvimento no assassinato foi preso.





