Relatório final sobre invasão do Capitólio recomenda que Trump seja proibido de ocupar cargos públicos
O ex-presidente dos EUA Donald Trump durante apuração dos votos da eleição de meio de mandato nos EUA, em 9 de novembro de 2022. — Foto: Andrew Harnik/ AP
O Comitê da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, que investiga a invasão ao Capitólio (como é conhecido o prédio do Congresso americano) em 6 de janeiro de 2021, divulgou um relatório final das investigações na noite da quinta-feira (22). Nas mais de 800 páginas, o ex-presidente Donald Trump é duramente criticado por:
- estimular a revolta de seus seguidores ao tentar anular a vitória do presidente eleito Joe Biden;
- falhar ao tentar frear o ataque, colocando em risco a vida dos congressistas;
- fazer alegações falsas, como dizer que a votação havia sido fraudada, para se declarar vencedor nas urnas;
- cometer crimes de conspiração e insurreição.
O texto recomenda que Trump seja proibido de ocupar cargos públicos no país. Agora, os promotores do Departamento de Justiça vão decidir se acolhem essas denúncias.
“A causa central [do ataque de] 6 de janeiro foi um homem, o ex-presidente Donald Trump, a quem muitos outros seguiram”, afirma o relatório. “Nenhum dos eventos daquele dia teria acontecido sem ele.”
Na ocasião, milhares de apoiadores de Trump se reuniram na capital dos EUA, Washington, e invadiram o prédio do Congresso para protestar contra supostas fraudes nas urnas. Enquanto isso, ocorria a oficialização do resultado das eleições de 2020, vencidas por Joe Biden.
Cinco pessoas, incluindo um policial, morreram durante ou logo após o incidente, e mais de 140 policiais ficaram feridos. O Capitólio sofreu milhões de dólares em danos.