Rússia aumenta ataques na Ucrânia e mira instalações militares
Veículos militares russos destruídos nos arredores de Kiev. Foto: © Serhii Nuzhnenko/AP/picture alliance
As forças armadas da Rússia intensificaram os ataques às instalações militares da Ucrânia. Segundo o ministério de Defesa russo, um ataque de alta de precisão em uma base em Chuguyev resultou na “eliminação de até 200 militares” e “mais de 10 veículos blindados”.
Neste domingo (17.jul.2022), o tenente-general da defesa russa, Igor Konashenkov, afirmou que nas últimas 24 horas a defesa antiaérea do país interceptou 8 foguetes Uragan e HIMARS nas regiões de Izyum, Tavria e Alchevsk.
Além disso, a aviação e artilharia neutralizaram 21 postos de comando, 189 militares da região e áreas de concentração militar.
Em Odessa, um depósito de armazenamento de mísseis antinavio Harpoon fornecidos à Ucrânia por países da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) foi atingido por mísseis da defesa antiaérea russa.
A aviação russa derrubou um Mi-17 ucraniano em Slavyansk, e um avião Su-25 na região de Cracóvia. Em Dmitrenko, um míssil balístico ucraniano foi interceptado.
Ainda segundo a pasta, desde o início da guerra na Ucrânia, foram destruídos no total 257 aviões, 140 helicópteros, 1.558 aeronaves não tripuladas, 355 sistemas de mísseis de defesa aérea, 4.084 tanques e veículos blindados, 747 veículos de combate, 3.151 canhões e morteiros de artilharia de campanha, e 4.379 unidades de equipamentos militares.
NOVA FASE
A guerra na Ucrânia entrou em uma nova fase depois da conquista de Luhansk pelos russos em 3 de julho. Agora, o exército do presidente Vladimir Putin tenta avançar na província de Donetsk, vizinha a Luhansk.
O exército ucraniano mantém linhas defensivas em Donetsk, onde ainda controla as principais cidades.
A conquista do leste da Ucrânia é considerada estratégica para a Rússia. Além de ter saída para o Mar Negro, dá acesso à Península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.
Desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, a Rússia reconheceu Luhansk e Donetsk como independentes e exigiu que a Ucrânia entregasse a região aos separatistas pró-Moscou que habitam a área.