Se Guerra de Israel se alastrar, veremos inflação mundial persistente, diz economista

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Fogo após ataques israelenses à Faixa de Gaza. foto: afp

por Amanda Garcia

Se a guerra entre Israel e o Hamas se alastrar o suficiente para gerar impacto sobre o abastecimento de petróleo, veremos inflação mundial persistente e resiliente.

Esta é a avaliação do economista e coordenador acadêmico na Fundação Getúlio Vargas Mauro Rochlin.

À CNN Rádio, ele também apontou que esta situação, aliada ao movimento da taxa de juros futuros dos Estados Unidos em alta, gera “crescimento menor no mundo todo.”

“Esses efeitos ruins chegam até a economia brasileira: taxa alta nos EUA empurra o dólar para cima, o que prejudica a inflação”, disse o economista.

De acordo com Mauro Rochlin, já há efeitos de curtíssimo prazo do conflito do Oriente Médio.

“O primeiro deles é do petróleo, que, na semana passada, teve tremenda volatilidade, subiu muito, caiu muito, voltou a subir”, disse.

O petróleo é “preço estratégico que compõe várias cadeias produtivas e tem reflexo em toda a economia.”

O segundo foi justamente a taxa de juros futuros norte-americanas em elevação, que “orienta investimentos no mundo todo e o consumo.”

Efeitos para a economia de Israel

O economista destacou que a economia israelense é concentrada no setor de serviços, especialmente em tecnologia, e importa produtos básicos.

“A guerra atrapalha o setor de serviços, o que paralisa investimentos em setores de maior valor agregado. O conflito deixa o país sob suspense e atrasa desenvolvimento tecnológico”, completou.

*Com produção de Isabel Campos

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