O território foi alvo da operação Avis Aurea, da Polícia Federal (PF), em Boa Vista.
Em documento, Kajuru pede a investigação de instituições ligadas ao mercado financeiro na introdução do ouro extraído de regiões de garimpo ilegal.
“O Senador da República que subscreve esta representação se apresenta diante de Vossa Excelência para requer a instauração de procedimento administrativo de investigação voltado à apuração de possível omissão do Banco Central do Brasil (BACEN) na crise enfrentada pelo povo Yanomami, bem como o avanço do garimpo ilegal no país nos últimos quatro anos”, diz a peça.
O parlamentar também afirma que a falta de fiscalização do BC, “é um dos fatores que fomentou o avanço do garimpo ilegal, uma vez que o ouro é um ativo financeiro e há suspeita de que empresas Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) tenham adquirido o minério ilegal”.
A terra Yanomami é a maior reserva indígena do Brasil e, desde 1980, é alvo de garimpeiros ilegais. No entanto, a procura pelo minério foi intesificada nos últimos anos, aflorando a devastação da floresta e colocando em risco a saúde de indígenas, além de gerar conflitos entre os criminosos.
Campos Neto também é alvo do Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes pediu a manifestação do Banco Central e a Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre o garimpo ilegal na Amazônia. O despacho emitido por Mendes cita a “importância” do tema e cobra uma resposta “com urgência”. “Após o decurso do prazo, voltem os autos conclusos para exame da medida liminar pleiteada”, escreveu o decano do STF.