Separatistas do Iêmen anunciam referendo de independência em dois anos, após tomada de território
Apoiadores do Conselho de Transição do Sul (STC), grupo separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, participam de comício em Aden, Iêmen - Fawaz Salman - 1.jan.26/Reuters
O movimento separatista do sul do Iêmen afirmou na sexta-feira (2) que pretende realizar um referendo sobre independência do território que controla no sul do país em dois anos, após a tomada de vastas áreas no mês passado.
O líder do Conselho de Transição do Sul (STC, na sigla em inglês), Aidarous al-Zubaidi, pediu à comunidade internacional que patrocine negociações entre as partes interessadas do sul e do norte sobre um caminho e mecanismos que “garantam os direitos do povo do sul”.
O anúncio ocorre em um momento em que o governo internacionalmente reconhecido, apoiado pela Arábia Saudita, tenta retomar a crucial região de Hadramout do STC, que conta com o apoio dos Emirados Árabes Unidos.
A repentina tomada de vastas áreas do sul e leste do Iêmen pelo STC, no início de dezembro, aprofundou divergências entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos e provocou ruptura na coalizão que luta contra os rebeldes houthis, alinhados ao Irã, que controlam a capital, Sanaa, e a região noroeste, densamente povoada.
Na última sexta (26), o governador de Hadramout sob o governo internacionalmente reconhecido afirmou ter lançado uma operação que chamou de pacífica para retomar o controle da área.
Ataques aéreos sauditas atingiram um aeroporto na cidade, segundo um porta-voz das tribos da província, e o governador afirmou que suas forças assumiram o controle da base militar mais importante da região. Naquele momento, o STC afirmou que o bombardeio era uma “séria preocupação” e teve como alvo algumas de suas forças de elite no local.
A disputa coloca em segundo plano os rebeldes houthis, que se transformaram na maior força militar rebelde durante a guerra civil no país de mais de 11 anos e dezenas de milhares de mortos.
A coalizão liderada pelos sauditas contém uma série de outros grupos, incluindo o STC e outras facções, e tem como parceiro os Emirados Árabes. Os dois gigantes do Golfo Pérsico, no entanto, apoiam grupos diferentes dentro da coalizão, o que colocou Riad e Abu Dhabi em rota de colisão quando o STC iniciou sua campanha militar recente.
Hadramout, província produtora de petróleo, faz fronteira com a Arábia Saudita e muitos sauditas proeminentes têm origem na região, o que lhe confere importância cultural e histórica para o reino. Sua captura pelo STC no mês passado foi considerada por Riad como uma ameaça a sua segurança nacional.
A disputa tomou contornos mais graves quando a Arábia Saudita bombardeou Hadramout e uma instalação no porto de Mukalla, mirando materiais utilizados pelo STC que teriam como origem Abu Dhabi. As ações pressionaram os emiráticos, que anunciaram a retirada do que restava de suas tropas no Iêmen —o STC, no entanto, afirmou que seguiria com seus planos.
Riad e Abu Dhabi são atores centrais na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), e desacordos entre os dois poderiam dificultar o consenso sobre decisões de produção do petróleo global. O grupo se reunirá virtualmente no domingo (4).
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