Mas as pesquisas de opinião sugerem que pode não ser o caso. De acordo com uma pesquisa da YouGov na semana passada, Harry, que já liderou os ratings de popularidade, e Meghan são agora os membros da realeza mais impopulares do Reino Unido, com a exceção de seu tio, o príncipe Andrew, envolvido em um processo de abuso sexual nos EUA em fevereiro.
William e sua esposa Kate foram os mais populares, embora pesquisas mostrem que os mais jovens são muito mais ambivalentes do que os britânicos mais velhos sobre a monarquia em geral.
A realeza já esteve em uma posição semelhante antes. No início dos anos 1990, a desintegração do casamento de Charles com sua primeira esposa, a mãe de Harry, a falecida princesa Diana, foi mostrada sob os holofotes da mídia.
Após as acusações públicas de Diana contra a família real e sua morte em 1997, o futuro da instituição de 1.000 anos parecia às vezes incerto. Mas voltou a se tornar mais popular do que nunca, com Harry e seu irmão William em primeiro plano.
De acordo com Harry, a popularidade subsequente de Meghan foi vista como um problema, roubando os holofotes daqueles “nascidos para fazer isso”, uma crítica nada sutil a seu irmão e pai.
Se a avaliação de Harry de que histórias negativas estavam sendo plantadas contra ele e Meghan for verdadeira –uma acusação rejeitada por jornais e assessores que falaram publicamente– então a campanha talvez possa ser vista como um sucesso.
Uma pesquisa da Savanta descobriu que 59% dos entrevistados no Reino Unido disseram que era uma má ideia Harry e Meghan exibir seu documentário, com metade dizendo que não confiava que o programa seria um relato preciso da experiência do casal.
“Pessoalmente, não acho que isso causará danos duradouros à monarquia”, disse a biógrafa real Claudia Joseph sobre o documentário.