‘Só rindo’, diz Regina Duarte sobre Bolsonaro ser réu e afirma que as ‘pessoas têm medo dele’

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Regina Duarte. Foto: Michael Mello/Metrópoles

A atriz Regina Duarte dá risada quando a coluna pergunta o que ela acha de Jair Bolsonaro (PL) ter virado réu no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de participar de uma trama golpista para impedir a posse de Lula (PT).

“Só rindo, né. Claro que as pessoas têm muito medo dele porque elas sabem que o Brasil está com ele”, afirma. Regina foi secretária especial de Cultura no governo Bolsonaro e participou de diversas manifestações a favor do ex-presidente.

“Acho um absurdo [ele ter virado réu], mas ao mesmo tempo entendo que tem muita gente a quem interessa que o Bolsonaro seja culpado de alguma coisa que eles não conseguem provar.”

Regina conversou rapidamente com a coluna na noite de segunda-feira (31), antes da estreia para convidados da peça “O Papel de Parede Amarelo e Eu”, estrelada por sua filha, Gabriela Duarte. O monólogo é baseado em um conto da escritora Charlotte Perkins Gilman, que é considerado um clássico da literatura feminista.

Ao ser questionada sobre uma possível anistia aos presos de 8/1, a atriz interrompe a entrevista e chama a sua sobrinha, que diz à coluna que não é o momento de se abordar o assunto.

Antes, Regina falou sobre o orgulho que sente da filha. O espetáculo estreou para o público na sexta passada (28). “Eu já vi duas vezes e estou encantada [com a peça]. Não é que ela [Gabriela] me surpreende. Na verdade, eu sempre soube a grande atriz que ela é desde que ela tem 3, 4 anos, mas ver onde ela chegou agora, onde ela está chegando, é lindo, é emocionante.”

A atriz também falou que vai assistir e que está torcendo muito pelo sucesso do remake de “Vale Tudo”. Disse ainda não ter ciúme por outra atriz fazer a protagonista da trama, Raquel Acioli, que foi vivida por ela na versão original de 1988. Ela, inclusive, trocou mensagens com Taís Araujo, atual intérprete da personagem.

“Ela me mandou uma mensagem linda, e eu respondi. Estou torcendo muito [pelo sucesso]. Foi importante viver aquela personagem naquela época, e acho que precisa continuar sendo importante para outras atrizes poderem viver essa mulher. E para outros públicos poderem acessar essa mulher, porque ela representa a mulher brasileira, com todas as suas qualidades, com todas as suas dificuldades, com todas as suas necessidades de aceitação.”

Questionada se aceitaria um convite da Globo para fazer uma participação especial na trama, Regina disse nem pensar nessa hipótese. “Acho que é desnecessário, não precisa. O texto, a proposta [da novela], ela é tão grandiosa. Eu já fiz e ok, vamos em frente com novas interpretações, com novas visões, com novas propostas.”

 

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