Suspeito de assassinar ex-ministra britânica é indiciado, e polícia ainda investiga possível motivação
O Ministério Público do Reino Unido informou na segunda-feira (20) que um homem de 28 anos foi indiciado pelo assassinato da ex-ministra Ann Widdecombe, e a polícia afirmou que ainda está investigando o motivo do ataque.

Widdecombe, 78, que era uma figura de destaque no partido populista Reform UK, de Nigel Farage, foi encontrada em sua casa na zona rural do sudoeste da Inglaterra no dia 9 de julho, após sofrer o que a polícia descreveu como ferimentos graves. Ela deixou o Parlamento do país em 2010.
Joshua Kerry, um cidadão britânico branco do norte da Inglaterra, foi acusado de seu assassinato, informou o Ministério Público. Ele comparecerá ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, nesta terça (21).
A polícia afirmou acreditar que Widdecombe foi claramente escolhida como alvo, embora o motivo ainda esteja sob investigação.
“Quero deixar bem claro que nossa investigação sobre esse indivíduo, para determinar suas motivações e qualquer atividade mais ampla na qual ele possa ter se envolvido, continua”, disse Laurence Taylor, chefe da polícia antiterrorismo do Reino Unido, aos repórteres.
“Dado o perfil político dela e a natureza direcionada do ataque, determinar a motivação, incluindo qualquer possível motivação política, continua sendo uma linha de investigação ativa para nossos detetives.”
Widdecombe era conhecida por suas visões socialmente conservadoras, primeiro como ministra-adjunta no governo do premiê conservador John Major, de 1992 a 1997, e posteriormente como porta-voz de imigração e justiça do partido Reform UK.
Ela se converteu ao catolicismo em parte como protesto contra a ordenação de mulheres como sacerdotes pela Igreja da Inglaterra e se opunha ao aborto e à igualdade da idade de consentimento para relações homossexuais e heterossexuais.
Sua morte suscitou novas preocupações quanto à segurança dos políticos no país, depois que dois parlamentares britânicos em exercício também foram assassinados na última década.
“Sei que muitos têm se mostrado compreensivelmente preocupados com sua própria segurança após esse ataque horrível, especialmente depois de saberem da natureza do ataque que ela sofreu, em sua própria casa”, disse Taylor.
Ele afirmou que os policiais estão trabalhando em estreita colaboração com o presidente da Câmara e outras autoridades parlamentares “para garantir que os representantes eleitos estejam cientes das medidas que há em vigor para protegê-los”.


