Recentemente, afirmou também que Taiwan “fará o que for preciso” para se defender das ameaças, embora privilegie uma convivência pacífica.As incursões de aviões chineses também atraíram críticas de Washington. Questionado sobre o assunto, o presidente Joe Biden disse na terça-feira que havia discutido sobre Taiwan com o presidente chinês Xi Jinping no mês passado.

“Respeitaremos o acordo sobre Taiwan. É nesse ponto que estamos e deixamos claro que acreditamos que ele (Xi) não deve fazer outra coisa senão respeitar o acordo”, afirmou.

O presidente parecia estar se referindo ao acordo de 1979 pelo qual Washington diplomaticamente reconheceu o regime de Pequim como autoridade na China, em vez do governo de Taipei.

Sob esse pacto, Washington pode fornecer material militar para Taiwan em uma relação não oficial e não diplomática.

Há décadas, a questão da ilha, para onde os nacionalistas chineses do Kuomintang se retiraram depois de perder para os comunistas de Mao Zedong em 1949, afeta as relações entre as duas potências por décadas.

Com a chegada do presidente Xi Jinping ao poder em Pequim e de Tsai a Taipei, a tensão na área aumentou.

O chinês, que classificou a tomada de Taiwan como “inevitável”, também descreveu as relações com o território como “sombrias” em uma carta enviada na semana passada ao novo líder opositor da ilha.

O ano passado registrou o recorde de incursões de aviões militares chineses à zona de defesa de Taiwan, com 380. Desde o início de 2021, o número supera 600.

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