Tensões entre Alemanha e Rússia levam a expulsões de diplomatas

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Presidente russo, Vladimir Putin, na residência oficial de Novo-Ogaryov, em 16 set. de 2021 - Sputnik/AFP

Trocas de comunicados indignados entre a Alemanha e a Rússia, seguidas da expulsão de diplomatas: a tensão subiu mais um nível entre os dois países na segunda-feira (20). O pano de fundo são a prisão de um cidadão russo e as ameaças à Ucrânia.

Na quarta-feira (15), a corte de Berlim condenou à prisão perpétua um russo de  identidade não precisa pelo assassinato de um ex-combatente separatista tchetcheno, da Geórgia, em um parque da capital, em 23 de agosto de 2019. A Justiça alemã acusou as autoridades russas de terem encomendado o crime.

“A parte russa rejeita cotegoricamente as acusações sem fundamento e desconectadas da realidade”, indicou o ministério de Relações Exteriores do país.

Berlim, em seguida, expulsou dois diplomatas russos. Em resposta, na segunda-feira (20), Moscou também expulsou dois membros do corpo diplomático alemão.

A diplomacia alemã disse que a réplica russa é “completamente injustificada” e vai “pesar ainda mais em suas relações” bilaterais.

Gasoduto da discórdia

Nas relações entre os dois países, o controvertido Nord Stream 2 aparece em primeira linha. Ele sai da Rússia e vai até a Alemanha evitando a Ucrânia.

Recentemente, a ministra de Relações exteriores alemã, Analena Baerbock, afirmou que o novo gasoduto não seria autorizado a funcionar no caso de uma nova “escalada” na Ucrânia. As tensões entre os países ocidentais e o Kremlim cresceu nas últimas semanas devido à desconfiança de que a Rússia poderia invadir o país vizinho.

As declarações do novo governo do primeiro-ministro Olaf Scholz são analisadas de perto pela imprensa russa. “Nord Stream 2 novamente atacado”, disse recentemente um jornal pró-Kremlim. “As más intenções da ministra alemã dos Assuntos exteriores”, afirmou outro.

A Rússia defende que a cada declaração dos ecologistas alemãos, o preço do gás aumentaria no mercado.

O Nord Stream 2, um projeto apoiado por Vladimir Putin e a ex-chanceler Angela Merkel, é criticado por vários países como Estados Unidos e Polônia, que se preocupam com a forte dependência da Europa da Rússia.

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