Toffoli anula provas da Odebrecht contra marqueteiro João Santana na Lava Jato

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João Santana, que foi o marqueiteiro da campanha da ex-presidente Dilma Rousseff - Rafaela Araújo - 18.mai.23/Folhapress

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), estendeu ao marqueteiro João Santana e à mulher dele, Mônica Moura, decisão que anulou o uso de provas obtidas pela Operação Lava Jato ao firmar acordo de leniência com a Odebrecht (atualmente Novonor).

A decisão do ministro, expedida na terça-feira (18), se aplica a três ações penais a que os dois respondem na Justiça Eleitoral do Distrito Federal.

Santana foi o marqueteiro responsável pelas campanhas da ex-presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e 2014.

Santana e sua esposa e sócia, Mônica Moura, foram presos em 2016 em fase da Operação Lava Jato batizada de Acarajé. Eles foram acusados de lavagem de dinheiro, o que incluía o recebimento de recursos de campanha no exterior.

O casal fechou acordo de delação premiada em 2017. Os dois devolveram cerca de R$ 80 milhões, cumpriram penas nos regimes fechado e semiaberto, usaram tornozeleira e ainda prestam serviços comunitários.

Em 2022, Santana foi o responsável pela campanha a presidente de Ciro Gomes (PDT), que ficou em quarto lugar na disputa.

 

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