Mas o que deveria ser uma abordagem de rotina, que resultaria em multas e eventual apreensão dos veículos, tornou-se uma sessão de tortura, na qual um dos jovens foi obrigado a fazer sexo oral no amigo, sob ameaças e golpes com pedaços de madeira.
Na tarde daquele domingo (7/5), a namorada de um dos rapazes ficou desconfiada “após diversas tentativas frustradas de contatá-lo”, segundo relatado por ela à Polícia Civil. Por causa disso, ela procurou a mãe do namorado, que tinha “um vago conhecimento do local para onde os garotos haviam se dirigido”.
Um grupo de familiares decidiu, então, pegar um carro para procurar pelos seis jovens.
“No trajeto, [a namorada] finalmente consegue estabelecer contato com o celular [do namorado], momento registrado por um terceiro celular empunhado por outro ocupante do veículo. Em referida chamada, atendida sorrateiramente [pela vítima], despercebida pelos guardas, foram captados sons e diálogos do local dos fatos”, diz trecho do inquérito policial, ao qual a reportagem teve acesso.
Durante a ligação, os familiares conseguiram ouvir um dos guardas ordenando que um jovem fizesse sexo oral em outro. A mãe de um deles chora desesperadamente. Após minutos de agonia, os parentes dos garotos finalmente os encontraram e “presenciaram a atrocidade”, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP).