Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa ‘consertar o país primeiro’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversa com a imprensa no avião Air Force One - Jim Watson - 4.jan.25/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista na segunda-feira (5) que a Venezuela, país que o republicano diz querer governar, não terá eleições nos próximos 30 dias. “Precisamos consertar o país primeiro, não dá pra ter uma eleição. As pessoas nem conseguiriam votar. Precisamos revitalizar o país”, disse Trump à emissora NBC News.

O presidente disse ainda que os EUA não estão em guerra com a Venezuela, e sim com traficantes de drogas. “Estamos numa guerra contra as pessoas que vendem drogas, que esvaziam suas prisões e hospitais de saúde mental e mandam criminosos, viciados e doentes mentais para os EUA”, afirmou.

Na entrevista, Trump repetiu que estará “no controle” da Venezuela no futuro, auxiliado por integrantes do primeiro escalão de seu governo, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o de Defesa, Pete Hegseth, e o vice-presidente, J. D. Vance.

Nesta segunda, a chavista Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi empossada como líder interina da Venezuela em cerimônia na Assembleia Nacional. A política declarou lealdade ao ditador, disse que assumia “com pesar” após uma “agressão militar ilegítima” e não deu sinais de que estará mais disposta a ceder às exigências de Washington do que Maduro.

Trump, entretanto, disse na entrevista à NBC que Delcy vem cooperando com os EUA, sugerindo que sanções americanas contra a líder interina podem ser suspensas em breve. Questionado se houve anuência de Delcy ou de militares venezuelanos para a captura de Maduro no sábado (3), Trump negou: “Muitas pessoas queriam fazer esse acordo, mas decidimos fazer do jeito que foi”.

O ataque contra a Venezuela envolveu cerca de 200 soldados americanos, que invadiram Caracas e enfrentaram resistência mínima enquanto capturavam o ditador. Nenhum militar dos EUA foi morto, enquanto pelo menos 40 pessoas, entre guardas-costas cubanos de Maduro e militares e civis venezuelanos, foram mortos pelos americanos.

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