Trump diz que está ‘feliz’ com morte de ex-chefe do FBI que o investigou

0

O presidente americano Donald Trump (esq.) e o ex-diretor do FBI Robert Mueller (dir.)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje estar “feliz” com a morte do ex-diretor do FBI Robert Mueller. Os dois se tornaram rivais após Mueller conduzir a investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016, vencidas pelo republicano.
O que aconteceu

Trump comentou a morte de Mueller nas redes sociais. Em uma publicação na Truth Social, o presidente americano disse que agora o ex-chefe do FBI “não pode mais prejudicar pessoas inocentes”.

“Robert Mueller acabou de morrer. Que bom, fico feliz que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes.”

A morte foi confirmada pela imprensa americana hoje. O portal MS NOW e o jornal “The New York Times” publicaram um comunicado da família, mas a causa do falecimento não foi divulgada.

O ex-diretor do FBI sofria de mal de Parkinson. A informação sobre a doença foi revelada no ano passado pelo “New York Times”.

Mueller liderou o FBI logo após os ataques de 11 de setembro de 2001. Veterano condecorado da Guerra do Vietnã e republicano de longa data, ele comandou a agência por 12 anos, até se aposentar em 2013.
Mueller investigou eleições de 2016

Ele voltou ao serviço público em 2017 para investigar a interferência russa nas eleições de 2016, que elegeram Trump. Mueller assumiu o caso como conselheiro especial do Departamento de Justiça após o presidente demitir o então chefe do FBI, James Comey.

A apuração durou 22 meses e resultou na acusação de 34 pessoas. A lista incluiu aliados de Trump, oficiais da inteligência da Rússia e três empresas russas, além de gerar várias confissões e condenações.

O investigador decidiu não acusar criminalmente o presidente em exercício. A medida de não indiciar Donald Trump decepcionou muitos integrantes do Partido Democrata na época.

Mueller enfrentou ataques frequentes de Trump durante a investigação. O ex-presidente usou as redes sociais e discursos para acusar o conselheiro de conduzir uma “caça às bruxas” fraudulenta e com motivação política. “É tudo uma grande farsa”, disse Trump em 2019.

O ex-chefe do FBI defendeu a integridade do trabalho no Congresso. “Absolutamente, não foi uma farsa”, afirmou Mueller durante uma audiência, ao mencionar as inúmeras acusações geradas pela investigação.

  • Com informações da Reuters

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...