Vacina contra a dengue deve ser única, sem necessidade de repetição, diz infectologista
Por Thiago Félix
O infectologista Marcelo Otsuka disse em entrevista no sábado (4) que a nova vacina contra a dengue deve ser aplicada em ciclo único, sem necessidade de doses adicionais, por conta das características do vírus.
“Ela não precisa ser repetida de tempos em tempos. Os estudos demonstram que a resposta imunológica é muito melhor. Dengue não é um vírus que tem mutação como os vírus respiratórios por RNA, como influenza, ou Covid. Então não é esperada esse tipo de mutação”, explicou.
O ciclo vacinal — que deve ser único segundo o especialista — é feito em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O imunizante foi aprovado na quinta-feira (2) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é composto por quatro sorotipos do vírus.
O especialista disse ainda que a capacidade do imunizante de agir contra os quatro sorotipos é essencial para o combate dos casos de dengue hemorrágica.
“A vacina na verdade protege contra os quatro tipos de dengue, dengue 1, 2, 3 e 4, e qualquer um desse tipo pode provocar a dengue hemorrágica. Ter uma vacina que protege contra os quatro tipos é essencial”, afirmou.
A avaliação clínica da vacina apontou que o imunizante tem eficácia de 80,2% contra a dengue.
Veja entrevista do infectologista abaixo: