Vídeo explica prisão de ex-príncipe Andrew por suspeita de vazar segredos de Estado a Epstein; veja

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O ex-príncipe Andrew (à esq.), ex-duque de York, ao lado de seu irmão, o rei Charles 3º, em funeral para a duquesa de Kent na Catedral de Westminster, em Londres, no Reino Unido - Adrian Dennis - 16.set.25/AFP

por Folha de S.Paulo

Um escândalo na realeza britânica é o desdobramento mais explosivo, até agora, dos mais de 3 milhões de documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim de janeiro.

No dia em que completou 66 anos, 19 de fevereiro, o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles 3º, foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público ligada à sua relação com Epstein.

A polícia britânica investiga se Andrew repassou informações confidenciais de governo ao financista e criminoso, que construiu fortuna e trânsito entre presidentes, bilionários e celebridades enquanto operava uma rede internacional de tráfico e exploração sexual de mulheres e meninas. Epstein morreu na prisão, em 2019, mas uma parte de seus arquivos só vieram à tona agora.

Em 2010, quando era enviado comercial do Reino Unido, Andrew teria encaminhado a Epstein relatórios oficiais sobre viagens ao Vietnã, Cingapura e China, além de dados sobre oportunidades de investimento em ouro e urânio no Afeganistão. Em um e-mail de 7 de outubro daquele ano, detalha ao financista todo o seu roteiro asiático.

Autoridades que ocupam esse tipo de posto são obrigadas a manter sigilo absoluto sobre informações comerciais e políticas. A violação dessa conduta é crime e pode levar à prisão perpétua. Foi por isso que Andrew foi detido — não pela acusação de abuso sexual feita em 2021 por Virginia Giuffre, que afirmou ter sido explorada e abusada aos 17 anos com a ajuda de Epstein.

Andrew negou conhecer Giuffre, mas fechou em 2022 um acordo judicial milionário —estimado em mais de 9 milhões de libras ou 63 milhões de reais — para encerrar o processo em Nova York. Entre os documentos agora revelados há uma fotografia de Andrew ao lado de Giuffre e de Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein e parceira em seus crimes, hoje presa nos EUA por tráfico e exploração sexual.

Giuffre cometeu suicídio em abril de 2025, aos 41 anos, sem assistir às repercussões dessa nova leva de documentos.

Andrew foi liberado após interrogatório, mas segue sob investigação. Em nota, a família de Giuffre afirmou que ele “nunca foi um príncipe” e que seus corações estavam aliviados. Questionado, Charles Terceiro disse: “A lei deve seguir seu curso”.

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