Waines seguiu e afirmou que antes de julgar a ação, buscou saber mais sobre Davi, no entanto, se referindo de forma pejorativa: “Antes de falar, eu estudar a vidinha, ele não tem. Então, quando você entra [na faculdade], você tem bioquímica, biofísica e bioestatística, que são conhecimentos básicos pra você se tornar médico. Então, eu não posso dar uma bolsa pra ele”.
Rodrigues frisou que antes de mais nada, o baiano precisaria mostrar seu mérito e capacidade para cursar uma profissão que cuida de outras pessoas. “Antes, ele tem que provar que merece essa bolsa, passando no vestibular ou nesses ENEM [Exame Nacional do Ensino Médico] que inventaram na vida, juntamente com as suas cotas [para negros, pardos e indígenas], para dizer que eu sou incapaz de estudar e ter um conhecimento pra passar numa prova”, reforçou.
O radiologista, diretor das clínicas Anchieta e Kvida, em Uberlândia, Minas Gerais, ainda ressaltou que o sistema de cotas do Governo Federal para dar acesso das minorias à Educação Superior diminuía a própria raça e o intelecto de quem se beneficia. “Quer preconceito maior que isso?”, encerrou deixando a reflexão.
Na web, internautas de revoltaram com a declaração e apontaram racismo. Outro médico, Felipe Bute, rebateu: “Oxe! Mas ele estudou, concluiu o ensino médio. Só rico pode cursar faculdade privada? Tem muito filhinho de papai que faz faculdade de medicina que não sabe nem escrever o nome, é empurrado de semestre em semestre e sabemos muito bem disso”.
“Rapaz para de falar bobeira, passar uma vergonha dessa. Você jura que os alunos que fazem medicina todos tem esse conhecimento?”, “Alguém diz a este senhor que tem muitos médicos formando em medicina sem saber medicina”, “É tão simbólico esse ódio que a existência de Davi tem despertado em algumas pessoas. O Brasil do Brasil mostrando sua cara” e “Ganhou a bolsa ou o diploma? Falando em bolsa, coloca uma de colostomia na tua boca”, foram outras reações.