“Sim, eu fui aos Estados Unidos e comprei o Rolex”, afirmou Wassef, em coletiva de imprensa convocada para esta terça-feira (15/8), em um hotel na capital paulista. “Eu comprei o relógio. A decisão foi minha. Usei meus recursos. Tenho a origem lícita e legal dos meus recursos”, disse. “O meu objetivo quando comprei esse relógio era devolver à União, ao governo federal do Brasil, à Presidência da República”, completou.
Wassef, segundo a PF, teria ido aos EUA para ajudar o então ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cesar Cid a resgatar o Rolex Day-Date 18946 vendido ilegalmente por ele. A PF já identificou que Cid apagou a maior parte de suas conversas telefônicas com Wassef.
A Polícia Federal já havia encontrado um recibo de compra do relógio Rolex que estaria em nome de Wassef. Nesta terça-feira, o próprio advogado exibiu a nota da compra do relógio, da loja Precision Watches. Por mais de uma vez, o advogado de Bolsonaro afirmou que não houve uma operação de resgate do Rolex por causa da decisão do TCU.
“Se alguém vai com a missão de fazer o resgate, fica três dias, compra o relógio e volta”, disse Wassef, que afirmou ter passado semanas de férias em diferentes cidades dos Estados Unidos, como Miami, Filadélfia e Nova York, antes de voltar ao Brasil, no fim de março.
“Eu não fui fazer o resgate. Eu já estava de viagem marcada, e eu já ia para os Estados Unidos, por questões pessoais minhas, inclusive passeio e turismo”, disse Wassef. “Portanto, dizer que eu fui selecionado por assessores do presidente para fazer uma operação de resgate é mentira”, completou o advogado de Bolsonaro.