No Conselho de Segurança da ONU, Brasil condena atos terroristas do Hamas e pede libertação de reféns
Pessoas observam destruição na Faixa de Gaza após bombardeios israelenses em reação a ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 — Foto: Mohammed Abed/AFP
O Brasil apresentou ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) um texto em que condena os ataques terroristas do grupo extremista Hamas contra Israel e pede a libertação dos civis, além de um cessar-fogo.
O documento foi apresentado na reunião do colegiado em Nova York da sexta-feira (13).
A guerra entre Hamas e Israel entrou no nono dia neste domingo (15) e já deixou 3,5 mil mortos entre israelenses e palestinos. Em Gaza, mais de 700 crianças morreram, informou o Unicef no sábado. Três brasileiros que estavam em Israel morreram.
O conselho, neste mês de outubro, é presidido pelo Brasil. A presidência é rotativa. O colegiado tem 5 membros permanentes e 10 não-permanentes.
O texto apresentado pelo Brasil ainda será avaliado pelos demais membros do Conselho.
O documento faz uma série de reivindicações às duas partes envolvidas no conflito, como:
- a revogação da determinação de Israel para que civis evacuem as áreas do norte de Gaza e se realoquem no sul do território;
- que Hamas e Israel permita acesso de agências da ONU e a criação de corredores humanitários;
- o fim de medidas que privam civis de acesso a artigos básicos para sua sobrevivência, como eletricidade, comida, combustível e medicamentos.
Sem consenso
Na sexta (13), o Conselho de Segurança da ONU se reuniu, mas não alcançou um consenso sobre um texto final a respeito do conflito entre israelenses e palestinos.
Participantes do encontro afirmaram que conversas continuarão, de modo informal daqui em diante, para a costura de um documento que reflita uma posição de acordo entre todos os membros.
Um dos principais temas do encontro foi a criação de um corredor humanitário que ligue a Faixa de Gaza ao Egito.