Papa Francisco critica aborto, guerras e pede redução de dívidas de países pobres em missa do Dia Mundial da Paz
Papa Francisco reage com uma careta ao arrumar sua roupa em missa para marcar o Dia Mundial da Paz na Basílica de São Pedro no Vaticano — Foto: Remo Casilli/Reuters
O Papa Francisco celebrou a missa que marca o Dia Mundial da Paz, que comemora a Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, na quarta-feira (1º). O pontífice lembrou que 2025 é ano de Jubileu, que acontece a cada 25 anos e tem o objetivo de renovar a esperança dos fiéis.
“Somos chamados a valorizar a vida, a cuidar da vida ferida”, disse Francisco na Basílica de São Pedro. “Confiamos o mundo inteiro a ela (Santa Maria) para que a esperança possa renascer, para que a paz possa finalmente brotar para todos os povos da terra.”
O Papa Francisco relembrou a mensagem central do Jubileu sobre a necessidade de perdoar dívidas, pedindo aos líderes mundiais de países ricos que eliminem ou reduzam as dívidas dos países mais pobres.
Ainda na missa, o Papa pediu aos fiéis que se oponham ao aborto e que tivessem um “compromisso firme” para proteger e respeitar a vida desde a concepção até a morte natural.
O papa então expressou gratidão aos que estão em áreas de conflito que trabalhando pelo diálogo e negociações.
“Rezamos pelo fim dos combates em todas as frentes e por um passo decisivo em direção à paz e à reconciliação”, disse Francisco referindo-se à Ucrânia, Gaza, Israel, Mianmar e Kiev.
