Janja usa termo ‘vira-latas’ após pergunta sobre Trump e depois diz que se referia a bolsonaristas; veja vídeo
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja. - Gabriela Biló-4.Fev.25/Folhapress
A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, reagiu a uma pergunta feita por jornalistas ao presidente Lula (PT) na quarta-feira (9) sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de novas tarifas ao Brasil. Enquanto Lula não respondeu e, ao lado dele, Janja saiu andando e falou em “vira-latas”.
A fala foi feita no Palácio do Itamaraty, enquanto Lula, a primeira-dama e ministros se despediam do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, que esteve em visita ao Brasil na quarta-feira (9).
Procurada, a assessoria de Janja afirmou que a frase dita pela primeira-dama não se referia aos jornalistas que perguntaram a Lula sobre as declarações do presidente americano, mas, sim, a “bolsonaristas que estão traindo os interesses e a soberania do Brasil”.
Jornalistas posicionados no local, um pouco distante do grupo, pediam que o presidente comentasse o anúncio de Trump. Janja caminhava atrás de Lula e do presidente indonésio, e reagiu logo após a pergunta sobre a decisão de Trump.
Não é possível identificar o que ela diz exatamente antes de mencionar “vira-latas”.
Na quarta (9), Trump decidiu impor uma tarifa de 50% a produtos importados do Brasil e citou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na carta que publicou nas redes sociais.
Subianto participou de reunião bilateral com Lula e concedeu declaração à imprensa no Palácio do Planalto na manhã desta quarta.
A passagem do indonésio pelo Brasil ocorre por ocasião da cúpula do Brics, realizada de domingo (6) até segunda-feira (7) no Rio de Janeiro. Antes disso, ainda não havia tido um encontro entre Lula e o líder indonésio.
Na primeira etapa da recepção, os dois citaram o papel do Brasil e da Indonésia desempenham nos diálogos em torno da paz e nas defesas pela interrupção dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Durante o evento, foi reforçado o apoio à criação de dois estados —um israelense e um palestino— para cessar a guerra no território.
O caso da morte da brasileira Juliana Marins em uma trilha de vulcão na Indonésia, por outro lado, não foi mencionado nem em discursos, nem na reunião entre os líderes.