Flávio se define como um “Bolsonaro diferente” e “muito mais centrado”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Gabriela Biló - 11.jun.25/Folhapress

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), participou de um culto evangélico na manhã de domingo (7/12) em Brasília. Na saída do ato religioso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou as reações negativas após o anúncio da escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que é um “Bolsonaro diferente” e “muito mais centrado”. Confira o vídeo:

O nome de Flávio foi confirmado, por ele mesmo, na última sexta-feira (5/12), como pré-candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026.

Ao ser questionado, na manhã de domingo (7/12), sobre a resposta negativa de alguns setores a sua pré-candidatura ao Planalto, Flávio destacou que os holofotes voltados a ele será o momento da população conhecer um “Bolsonaro diferente”.

“Com essa exposição e a cobertura que vocês da imprensa vão me dar, de conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília, um Bolsonaro que realmente vai querer fazer uma pacificação nesse país, diferente do que a gente está vendo com o atual governo”, disse o senador.

Primeiro ato público como candidato

A ida de Flávio Bolsonaro ao culto evangélico, na manhã de domingo (7/12), trata-se da primeira “agenda” pública desde que anunciou a sua pré-candidatura à Presidência. Antes disso, ele já tinha conversado com jornalistas em São Paulo e em Brasília sobre o assunto. A decisão frustrou os caciques partidários que esperavam por uma escolha mais pragmática, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Do lado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a escolha animou, pois mantém o embate com o bolsonarismo.

Apesar de se colocar como pré-candidato, o senador carioca não descartou desistir da empreitada, mas que tem um “preço” para retirar seu nome da disputa ao Planalto no ano que vem. Ele disse estar disposto a negociar e citou a votação da anistia para os presos do 8 de Janeiro e que pode beneficiar seu pai.

“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho preço para não ir até o fim”, declarou o senador.

Em entrevista à TV Record, divulgada na noite de domingo (7/12), Flávio Bolsonaro afirmou que só irá desistir da candidatura à Presidência se o ex-presidente Jair Bolsonaro “estiver livre, nas urnas”.

À Record, Flávio declarou que o “preço é justiça”.

“E não é só justiça comigo, é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados, estão dentro de um cativeiro, nesse momento, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro. Então, óbvio que não tem volta. A minha pré-candidatura à Presidência da República é muito consciente”, afirmou, segundo a reportagem.

Indagado se a anistia para o pai e outros condenados por atos golpistas bastaria para deixar a pré-candidatura, segundo o R7, ele teria respondido: “tem que ter Bolsonaro nas urnas”.

“A única forma disso [desistência] acontecer é se Bolsonaro estiver livre, nas urnas, caminhando com seus netos, filhos de Eduardo Bolsonaro, pelas ruas de todo o Brasil. Esse é meu preço.”

O senador também disse que seu pai já tinha cravado a escolha de seu nome quatro vezes.

“Eu que, na verdade, segurei esse tempo todo. Falava: ‘pai, você tem que ter a convicção do que está fazendo’. Ele disse ter a convicção. O trabalho que eu fiz foi conversar com o máximo de pessoas que pude antes disso se tornar público. Foi da forma que tinha que ser”, declarou, segundo o portal.

Flávio deverá se encontrar com caciques partidários já nesta segunda-feira (8/12) após, segundo o senador, terem tempo de “digerir” a notícia. Deverão participar do encontro o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do União Brasil, Antonio Rueda e do PP, Ciro Nogueira. O convite também foi estendido ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

Datafolha

Nova pesquisa Datafolha publicada no sábado (6/12) mostra que o senador Flávio Bolsonaro perderia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno na disputa presidencial. Lula tem 51% das intenções, contra 36% de Flávio, em cenário estimulado.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre terça-feira (2/12) e quinta-feira (4/12). Foram ouvidos eleitores de 113 municípios, com maiores de 16 anos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos.

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