Operação prende suspeito de integrar organização criminosa investigada por fraudes bancárias, na Paraíba

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Delegacia de Polícia Civil em Patos, no Sertão da Paraíba — Foto: Divulgação/Ascom Polícia Civil da Paraíba

Por g1 PB

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na terça-feira (31), uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas contra instituições financeiras. A ação resultou na prisão de um homem, supeito de atuar como líder do grupo, que operava a partir de Patos, no Sertão da Paraíba.

A ação, nomeada de “Operação Phantom”, contou com o apoio da Polícia Civil do Ceará, já que parte da organização criminosa atuava naquele estado. Um dos integrantes foi preso no município de Cascavel. Segundo a Polícia Civil, esse núcleo era responsável por obter e vazar dados de clientes de uma instituição financeira para o grupo que agia na Paraíba.

A partir dessas informações, os criminosos que atuavam em Patos emitiam cartões de crédito em nome das vítimas, sem que elas soubessem. Em um levantamento feito pela Polícia Civil, foi constatado que, em apenas dois meses, a organização criminosas conseguiu emitir cerca de 45 mil cartões de crédito.

O delegado Diego Passos, da Polícia Civil em Patos, explicou que o grupo simulava transações falsas para retirar valores de instituições financeiras.

“A organização criminosa vinha simulando transações falsas com a intenção de subtrair valores patrimoniais. O hacker, programador dos ataques e líder da organização criminosa era de Patos, enquanto outras pessoas eram responsáveis pela lavagem de capitais e um tripeiro, responsável por vazar dados de pessoas, foi preso no Ceará”, disse.

No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, sendo três em Patos e um em Cascavel. Também foram realizados 14 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Fortaleza, um em Cascavel e seis em Patos. Durante as diligências, a polícia apreendeu celulares, tablets e computadores.

Além disso, houve o sequestro de um veículo avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, e a imposição de restrição de alienação sobre um imóvel localizado em Patos.

As investigações também identificaram uma rede de lavagem de capitais ligada à organização, com atuação na Paraíba e no Ceará. Segundo a Polícia Civil, a Operação Phantom continua para identificar outros possíveis integrantes do grupo.

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