Caso Bruno e Dom: Polícia cumpre seis mandados de busca e apreende objetos possivelmente usados em crime no AM
Mandados foram cumpridos na comunidade ribeirinha São Gabriel, nas casas de suspeitos de envolvimento no crime. — Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cumpriram seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Atalaia do Norte e de Benjamin Constant, nesta sexta-feira (24), durante investigação sobre o assassinato de Bruno Pereira e Dom Philips, no município de Atalaia do Norte.
Por meio de nota, a PF informou ainda que, durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos objetos possivelmente relacionados com os delitos.
De acordo com o delegado de Atalaia do Norte, Alex Perez, os mandados foram cumpridos na comunidade ribeirinha São Gabriel, nas casas de Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado” e Oseney da Costa, o “Dos Santos”, presos suspeitos de cometerem o crime.
Foram feitas buscas também na casa de outros dois irmãos de Amarildo e Oseney.
Perez informou que, entre os objetos apreendidos pela polícia, estão duas canoas que possivelmente foram usadas para levar os corpos de Bruno e Dom até o local onde foram enterrados. As embarcações devem passar por perícia.
Investigação
Na quinta-feira (23), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, declarou ao Jornal Nacional que não descartam um envolvimento de um mandante no crime.
Segundo investigação da polícia, o número de suspeitos de envolvimento na morte de Bruno e Dom subiu para oito pessoas.
Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, em 17 de junho, diz que a apuração continua e novas prisões podem ocorrer, mas as investigações “apontam que os executores agiram sozinhos”.
4º suspeito se apresenta à polícia de SP
Em São Paulo, Gabriel Pereira Dantas se apresentou em uma delegacia. Ele afirmou que participou dos assassinatos, juntamente com Amarildo da Costa de Oliveira, o irmão dele, Oseney, e Jefferson da Silva Lima, que estão presos.
A Justiça de São Paulo mandou o pedido de prisão da polícia para ser avaliado pela juíza responsável pela condução do caso, em Atalaia do Norte.
Na nota divulgada nesta sexta-feira (24), a PF afirmou que a Justiça de Atalaia do Norte indeferiu o pedido de prisão em nome dele.
O homem foi encaminhada à sede da PF em São Paulo para ser formalmente ouvido e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado.
“Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, informou a Polícia Federal em nota.
Também estão presos:
- Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou o crime;
- Oseney da Costa, o “Dos Santos”, irmão de Amarildo;
- Jeferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, que apontou para polícia o local onde a lancha usada por Bruno e Dom foi afundada, no rio Itaquaí.
Motivação
A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.