Troca de tiros entre policiais foi motivada por críticas de um deles ao uso político do Hino Nacional
Tiroteio aconteceu em um quiosque que fica no Mercado Público de Valentina, em João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
O desentendimento que resultou em uma troca de tiros entre dois policiais, em João Pessoa, começou após um deles ter criticado o uso do Hino Nacional na campanha eleitoral. A informação foi dada pela delegada Luísa Correia, da Polícia Civil, à TV Cabo Branco, na terça-feira (27/9). Ainda não se sabe quem deu início ao tiroteio.
O caso aconteceu na tarde do domingo (25/9), em um bar no bairro Valentina de Figueiredo, onde um sargento da reserva da Polícia Militar e um policial civil estavam bebendo em mesas separadas.
Segundo a delegada Luísa Correia, a discussão teve início após uma carreata eleitoral passar pelo local e o policial civil dizer que achava errado usar o Hino Nacional na campanha. O desentendimento terminou e os dois homens foram embora, mas quando chegaram perto de onde os carros de ambos estavam estacionados, o conflito foi retomado e a troca de tiros começou.
O tiroteio acabou quando ambas as pessoas se feriram. O PM foi resgatado por amigos e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, sendo transferido para o Ortotrauma de Mangabeira, em seguida. A unidade de saúde informou que ele teve uma fratura grave dos ossos da mão e deve passar por cirurgia.
Policiais já se conheciam
Luísa Correia informou que os policiais eram “colegas de longa data” e frequentavam o bar há pelo menos 20 anos, assim como outros conhecidos da profissão. A delegada comentou também que não há histórico de brigas entre os dois.
Investigações em andamento
Ainda de acordo com a delegada, as investigações seguem para definir quem iniciou os tiros. Até o momento, foram ouvidos o policial civil – que se apresentou e foi liberado – e uma testemunha que estava no local. O policial militar não prestou depoimento porque está internado no Ortotrauma de Mangabeira. A Polícia Civil ouvirá também outras testemunhas, e imagens de câmeras de segurança serão enviadas para o Instituto de Polícia Científica (IPC).