Moraes sobre sala de totalização: “Nem secreta, nem escura”
Representantes visitaram sala de apuração no TSE. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Por Paulo Moura
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, visitou na quarta-feira (28), com partidos políticos, representantes do governo e entidades, a sala de totalização de votos na Corte Eleitoral. Ao comentar a agenda, Moraes defendeu o processo de apuração realizado pelo Tribunal e disse que a sala não é “secreta”, nem “escura”.
– Nós realizamos hoje uma visitação à sala de totalização exatamente para mostrar o que já é óbvio, mas sempre é importante atuar com transparência, com lealdade a todos aqueles que fazem esse processo eleitoral para demonstrar que é uma sala como vocês puderam ver: é uma sala aberta, é uma sala clara, não é? Não é nem sala secreta, nem sala escura – afirmou.
O local visitado na quarta-feira, a sala da Seção de Totalização, é um espaço de trabalho com acesso livre para os representantes de entidades fiscalizadoras. A equipe do TSE, no entanto, não faz a totalização, que é realizada por um computador, que fica no Centro de Processamentos de Dados, sem interferência humana.
No último dia 22, em entrevista ao programa Alerta Nacional, da RedeTV!, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que as Forças Armadas vão colocar militares na chamada sala-cofre do TSE, assim como outras entidades como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).
– As Forças Armadas pretendem colocar técnicos deles dentro da sala-cofre do TSE, uma sala que ninguém sabe o que acontece lá dentro. Assim como a Polícia Federal parece que vai fazer a mesma coisa e a Controladoria-Geral da União também deve fazer a mesma coisa. Entendo que a chance de desvio de corrupção diminui bastante. Não zera. Zeraria com o voto impresso – defendeu.