A estratégia bolsonarista para desconstruir a investigação do golpe

Por Naira Trindade
Tão logo foi revelada ontem após uma operação da PF a trama golpista de militares para matar Lula, Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, bolsonaristas deram início às mais variadas teses de narrativas parar tentarem se contrapor às investigações sobre ao plano de golpe de Estado. Vamos às teses:
Efeito eleição Trump: A primeira justificativa usada por bolsonaristas foi dizer que a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos fortaleceu Jair Bolsonaro no Brasil e, portanto, teria motivado a divulgação neste momento de investigações que ocorrem desde 2022.
Eleições municipais: Outro argumento usado por bolsonaristas para embaralhar a opinião pública em relação às investigações da PF é dizer que a ação se contrapõe ao resultado das eleições municipais, que mostraram, na visão deles, a força política da direita. O argumento vem seguido do fato de que o elegeu maior número de vereadores em capitais.
Perseguição: Aliados de primeira hora de Jair Bolsonaro repetem existir um “plano para desgastar o ex-presidente”. Nele, citam não só as investigações agora da trama golpista, como as investigações sobre as fraudes nos cartões de vacina da Covid e as joias árabes que o entorno do ex-presidente tentou vender. Num surto de realidade, aliados bolsonaristas tentam confundir alegando se tratar de perseguição e sem considerar que as investigações revelam, nada mais, nada menos, que fraudes cometidas.



