Adriane Galisteu recebeu carta da mãe após morte de Ayrton Senna; leia

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Ayrton Senna e Adriane Galisteu

Adriane Galisteu namorava Ayrton Senna quando o piloto de Fórmula 1 morreu após um grave acidente no GP de San Marino, em Ímola, na Itália. Em seu livro, Caminho das Borboletas, a apresentadora se recordou de uma carta que recebeu de sua mãe, Emma Galisteu, antes do velório do automobilista.

Na madrugada antes do enterro, a modelo se dirigiu ao Maksoud Plaza, hotel em São Paulo, e recebeu a mensagem de sua mãe na recepção do local. “Filha querida: sei que a sua dor é muito grande, mas você é também forte. Eu daria tudo, um pedaço de mim, para não vê-la nesse estado. Mas lembre-se de que eu a amo muito. Pode contar comigo para tudo”, declarou a matriarca.

A mãe de Galisteu ressaltou os momentos em que a filha passou ao lado de Senna. “Cuide-se, que Deus é bom e está sempre com você. Lembre-se também de que você foi muito feliz ao lado dele. Agora, está doendo muito. Essa dor vai passar, mas a doce lembrança do amor você nunca vai esquecer. Beijos de sua mãe que a adora”, completou Emma.

A apresentadora ressaltou que as palavras se tornaram uma “oração de bolso”. “Ela entendia tudo — ela me entende. Por isso nunca escondi nada de meus sentimentos para ela. Por isso pedi sua mão e seu colo quando, aqui, distante do Brasil , ainda que em país hospitaleiro, comecei a escarafunchar essas minhas lembranças”, destacou.

Adriane Galisteu revelou que o contato que sua mãe teve com Ayrton Senna foi somente por telefone e que eles não se viram pessoalmente. De acordo com a apresentadora, Emma se sentia intimidada por conta da fama de Ayrton Senna.

“No entanto, está escrito, testemunhado, juramentado: ninguém conhecia mais de nós dois, Béco [apelido de Galisteu para o piloto] e eu, do que ela. E, assim como deixou a mensagem, assim se foi, sem querer me incomodar, antes que eu chegasse e antes que eu saísse para o funeral do herói que, por acaso, tinha sido meu namorado”, declarou.

O velório de Ayrton Senna aconteceu em 5 de maio de 1994, foi acompanhado por cerca de 240 mil pessoas e teve transmissão ao vivo pela televisão. O cortejo foi realizado em São Paulo e teve aproximadamente 22 horas. O caixão do ex-piloto foi carregado por companheiros de profissão, como Alain Prost, Emerson Fittipaldi e Rubens Barrichello.

 

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