André Mendonça segue alvo do MPF por uso da Lei de Segurança Nacional

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Pastor André Mendonça prega em culto evangélico no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Twitter/AmendoncaAGU

Por Guilherme Amado

André Mendonça, que assumirá neste mês uma cadeira no STF, segue alvo de uma apuração preliminar sobre o uso da Lei de Segurança Nacional quando era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. A apuração foi aberta em abril pela PGR e agora tramita no Ministério Público Federal do Distrito Federal.

A apuração preliminar é sigilosa e busca colher informações para embasar um eventual pedido de abertura de um inquérito. Neste caso, os procuradores analisam se Mendonça cometeu algum crime ao ter acionado a Polícia Federal contra críticos do presidente, com base na Lei de Segurança Nacional. Esse expediente bateu recorde na gestão de Mendonça.

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Em abril, Augusto Aras informou ao Supremo que havia aberto a investigação contra Mendonça. A deputada Natália Bonavides, do PT, havia movido uma ação ao tribunal alegando que Mendonça teria cometido crime de responsabilidade e abuso de autoridade.

Na época, Mendonça havia trocado recentemente o Ministério da Justiça pela Advocacia-Geral da União. A PGR entendeu que o advogado-geral da União não possui foro privilegiado junto ao STF, e mandou a apuração para a instância inferior, a Procuradoria da República no Distrito Federal. O caso segue tramitando.

Quando Mendonça tomar posse no Supremo, no próximo dia 16, o ex-ministro voltará a ter foro privilegiado e a apuração deve mudar de instância outra vez.

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