Aprovação de Trump atinge 34%, o menor índice do 2º mandato, diz pesquisa

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Presidente dos EUA, Donald Trump em uma reunião com executivos da indústria petrolífera na Casa Branca em Washington - Kevin Lamarque - 9.jan.2026/Reuters

Em um cenário de desgastes provocados pela guerra contra o Irã e por avaliações negativas relacionadas à economia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou 34% de aprovação, o percentual mais baixo de seu segundo mandato, em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira (23).

O levantamento aponta diminuição de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, divulgada na semana passada, que mostrou Trump com 36% de aprovação. Com isso, ele retornou ao patamar que só havia sido registrado em abril. A variação está dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais.

A aprovação continua na mínima histórica para o líder republicano, que tinha 33% em dezembro de 2017, seu primeiro ano na Casa Branca.

O levantamento desta terça, feito ao longo de cinco dias e encerrado na segunda (22), mostra também que apenas 1 em 4 americanos (24%) diz considerar que a guerra com o Irã valeu os custos. Metade afirma que o conflito não compensou, enquanto o restante disse não saber avaliar ou estar em dúvida.

A percepção sobre os resultados militares também é, no geral, negativa. Só 23% dos americanos, incluindo cerca de metade dos republicanos, dizem acreditar que os EUA saíram mais fortes após a guerra. Já 35% afirmam que o país ficou mais fraco, e o restante considera que não houve mudança significativa ou não tem opinião formada.

A baixa aprovação de Trump também se reflete em outras áreas. Apenas 22% dos entrevistados dizem aprovar a condução do republicano em assuntos relacionados ao custo de vida, um dos piores índices de sua Presidência, abaixo inclusive do nível registrado no fim do mandato de seu antecessor, Joe Biden.

O cenário internacional, claro, contribui para a incerteza. Pressionado, Trump assinou no último dia 17 um acordo preliminar com o regime iraniano para acabar com a guerra no Oriente Médio e que prevê a reabertura do estreito de Hormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo.

Apesar disso, a confiança dos americanos na durabilidade do entendimento é baixa: 63% afirmam acreditar que o acordo não será suficiente para garantir uma paz permanente entre os dois países. Entre democratas, esse índice chega a cerca de 8 em cada 10; entre republicanos, aproximadamente metade compartilha dessa visão. Apenas 18% dizem acreditar em uma paz estável no longo prazo.

No campo econômico, o acordo ajudou a reduzir os preços do petróleo no mercado internacional. Ainda assim, a maioria dos americanos afirma que o preço da gasolina continua acima do nível anterior ao início do conflito, em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel iniciaram ataques contra o Irã. As retaliações do país persa, por sua vez, atingiram nações vizinhas e impactaram o mercado global de energia.

O desgaste político de Trump ocorre em um contexto mais amplo de pressão doméstica. Ele iniciou o mandato com aprovação de 47%, mas perdeu apoio ao longo do tempo em um cenário de inflação alta e controvérsias relacionadas à política de deportação em massa de imigrantes em situação irregular.

Com a aproximação das eleições de meio de mandato, em novembro, os números geram alertas para os republicanos. Apenas 17% dos eleitores independentes afirmam que votariam em um candidato do Partido Republicano se a eleição fosse hoje, enquanto 34% dizem preferir um democrata em seus distritos.

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