Atacado por sigilos, Bolsonaro recua e diz que mostra cartão de vacina

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Jair Bolsonaro. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Por Mayara Oliveira

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na quinta-feira (15/9) que pode mostrar seu cartão de vacinação a quem quiser ter acesso ao documento, em um recuo a posicionamentos anteriores, em que se recusava a divulgar o que, segundo alegava, seriam informações pessoais.

A declaração do atual chefe do Executivo federal ocorre em um momento em que ele é criticado pela oposição por impor sigilo de 100 anos a várias informações de sua gestão.

“Há uma diferença muito grande quando se fala que eu decretei sigilo de 100 anos para determinados assuntos. Primeiro, não tem decreto. Outra: você pode usar [o sigilo], está na lei você garantir o sigilo de 100 anos para informações pessoais”, defendeu o presidente durante sua tradicional live semanal.

“O que tem de pessoal meu que a imprensa pediu e eu não dei… Pelo o que eu me lembre, cartão de vacina. Da minha parte, já falei para a assessoria, quem quiser meu cartão de vacina, pode olhar”, prosseguiu.

Imposição de sigilo

Bolsonaro impôs sigilo de 100 anos em seu cartão de vacina em meio à pandemia de coronavírus, quando o presidente questionava a eficácia e a segurança dos imunizantes.

Além disso, ele também colocou sigilo em informações como os crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Durante o seu governo, a Receita Federal também impôs sigilo de 100 anos no processo que descreve a ação do órgão para tentar confirmar uma tese da defesa do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, sobre a origem do caso das “rachadinhas”.

Em outra ocasião, o Exército impôs sigilo de 100 anos no processo que apurou a ida do general da ativa e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a um ato no Rio de Janeiro com o presidente e apoiadores do governo.

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