Bolsonaro afirma que autorizou 1.250 novas vagas para PF e PRF

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (25/5) que assinou dois decretos que autorizam a abertura 1.250 vagas para a formação de novos agentes da PF e da PRF. A expectativa é que os atos sejam publicados em Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta semana.

Em vídeo publicado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o presidente afirmou que o trabalho dos agentes é “excepcional” e que eles merecem “reconhecimento”.

“Acabei de assinar dois decretos que autorizam, por parte da PF e da PRF, iniciar o curso de formação para 625 policiais rodoviários federais e 625 policiais federais. Eu sempre digo que o trabalho deles é excepcional para o Brasil e merecem um reconhecimento por tudo isso”, declarou Bolsonaro.

“Reconhecimento material”

No vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro ainda diz que espera, no momento certo, “poder garantir materialmente” o reconhecimento às duas forças policiais.

“Eles são lucrativos para o Brasil. O reconhecimento é uma coisa importante e a gente espera, no momento certo, poder garantir, materialmente até, o reconhecimento aos policiais federais e aos policiais rodoviários federais”, disse.

Em março deste ano, as alas política e econômica do governo concordaram em conceder reajuste linear para todos os servidores federais ainda em 2022. Na semana passada, no entanto, o chefe do Executivo federal voltou atrás e afirmou que o reajuste no valor de 5% a todos os servidores públicos do país ainda não está definido.

“A gente se esforça para dar um reajuste, que eu sei que é pequeno para os servidores. Há uma sugestão, não está batido o martelo, vou deixar claro, de 5%. Isso equivale a mais cortes nos ministérios de R$ 7 bilhões”, afirmou.

Nesta quarta, o ministro da Economia disse que é possível que o reajuste “de até 5%” ocorra ainda este ano. Segundo ele, o aumento é o único possível dentro do Orçamento do governo federal.

Entenda

Em janeiro, Bolsonaro sancionou, com vetos, o Orçamento de 2022. De acordo com a publicação, o chefe do Executivo federal concedeu reajustes salariais a servidores públicos. A iniciativa custará R$ 1,7 bilhão.

A peça orçamentária, contudo, não definiu em seu texto quais categorias seriam beneficiadas ou como os recursos deveriam ser aplicados.

A ideia inicial do governo era direcionar os recursos para agentes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A equipe econômica, na época, manifestou-se contra a medida, sob o argumento de que a concessão de reajuste poderia gerar pressões de outros setores do funcionalismo.

Com a expectativa de que apenas forças policiais recebessem o montante, outras categorias reagiram, o que levou o governo a temer greve geral em pleno ano eleitoral, quando o presidente Jair Bolsonaro tentará mais quatro anos à frente do Planalto.

Categorias como servidores do Banco Central, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) já mobilizaram movimentos para pressionar o governo.

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