Brasil se salva contra Japão e precisa melhorar pelo hexa, diz imprensa internacional

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O desempenho do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na segunda-feira (29), que garantiu a classificação da seleção às oitavas de final da Copa do Mundo, não foi bem recebido pela imprensa internacional.

Em geral, os veículos criticaram a atuação da equipe de Carlo Ancelotti e classificaram o gol de Gabriel Martinelli, nos acréscimos, como “salvador”. Na avaliação dos jornais, o Brasil ainda não convenceu no Mundial e precisará mostrar mais para enfrentar Costa do Marfim ou Noruega nas oitavas de final.

Jogador brasileiro número 22 comemora com expressão de alegria enquanto corre em campo. Outros jogadores com coletes de treino rosa se aproximam para celebrar. Arquibancada cheia de torcedores ao fundo.
Gabriel Martinelli comemora segundo gol contra Japão – Paul Ellis/AFP

The Athletic

A plataforma esportiva do New York Times classificou o primeiro tempo do Brasil como insosso. “Uma virada coroada por gols de Casemiro e Gabriel Martinelli, nos acréscimos, selou uma dramática vitória por 2 a 1.”

O veículo também destacou que, caso fosse eliminado, o Brasil registraria seu pior desempenho em Copas do Mundo desde 1966. “Aquela foi a última vez que foram eliminados na fase de grupos de uma Copa do Mundo, mas havia apenas 16 seleções naquele torneio.”

L’Équipe

“Sem convencer, Brasil se salva nos acréscimos contra o Japão.” Foi assim que o L’Équipe resumiu a classificação da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

“Um Brasil apático, que defende em 4-4-2 como o Milan de Carlo Ancelotti na época de jogador, mas ataca em um 4-3-3 previsível demais, com Vinicius Jr. em uma posição muito centralizada para ganhar velocidade, e a dupla Casemiro-Danilo no olho do furacão”, escreveu o jornal francês.

Para o L’Équipe, a seleção precisará mostrar “muito mais” para seguir na luta pelo hexacampeonato e superar Costa do Marfim ou Noruega nas oitavas, principalmente após o que definiu como “um primeiro tempo lamentável”.

Olé

O diário argentino foi ainda mais duro nas críticas. “Com a camisa mais do que com o jogo. Com a vergonha mais do que com as ideias. Com uma Vinidependência total. Com a cumplicidade de um rival que não teve capacidade de fazer história”, escreveu o Olé.

Segundo o jornal, o Japão teve paciência para suportar a pressão brasileira e aproveitar as oportunidades, mas falhou nos minutos finais. “O Brasil ainda não apareceu na Copa”, concluiu.

Marca

O jornal espanhol avaliou que a vitória brasileira demonstrou personalidade. “A Seleção virou contra o Japão para se classificar às oitavas com sofrimento e também com mérito.”

Para o Marca, o gol japonês expôs um problema já conhecido da equipe. “O buraco do Brasil na lateral direita já era anunciado antes da Copa do Mundo, principalmente após a lesão de Wesley. Ancelotti pareceu encontrar solução no primeiro jogo ao colocar Danilo. O veterano defensor cometeu um erro infantil.”

A publicação atribuiu a virada à confiança de Ancelotti em seus principais jogadores. “Entre eles, [Bruno] Guimarães, que serve tanto para cortar quanto para construir. Bruno recebeu na entrada da área, fingiu o chute e deu o passe para Martinelli resolver com classe aos 50 minutos do segundo tempo. Ali morreu a rebelião japonesa, vítima de seu conformismo.”

Mundo Deportivo

“Brasil agonizante, sofrendo, à beira da prorrogação, mas nas oitavas de final da Copa do Mundo”, definiu o Mundo Deportivo.

O jornal catalão vê a seleção asiática arrumada, mas pecando ao dar espaço para o Brasil. “O Japão é uma seleção organizada, capaz de castigar os erros, atenta ao jogo. Mas, quando você deixa o Brasil criar chances, é fácil que apareça Casemiro de cabeça para marcar pela força da camisa ou que, no último suspiro, um reserva de Ancelotti vire o placar”, afirmou o jornal catalão.

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