Centrais sindicais aderem ao movimento pelo fim da escala 6×1 e defendem redução de jornada

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Ato das centrais sindicais no 1º de Maio Unificado, em 2024, na Neo Química Arena, em Itaquera (SP)

As maiores centrais sindicais elaboraram posicionamento conjunto em defesa do fim da escala 6×1 e da redução das jornadas de trabalho sem diminuição dos salários.

Em carta, elas destacam que a última redução da jornada de trabalho aconteceu na Constituição de 1988, quando passou de 48 horas para 44 horas.

O texto é assinado pelos presidentes de CUT, Força Sindical, UGT, CSB, Intersindical, Pública e NCST.

“Com o avanço da automação e mudanças tecnológicas no processo de produção, o mundo do trabalho já não é o mesmo de 1988. Já está mais do que na hora de reajustar essa jornada, sem reduzir os salários e os empregos”, diz o texto.

As centrais afirmam que a “viralização” do tema nas redes sociais “mostra que se trata de um forte anseio da classe trabalhadora.”

“Os brasileiros querem mais qualidade de vida, bem-estar e menos doenças ocupacionais. Querem, enfim, trabalhar com base em relações mais humanizadas. Isso é possível e é mais do que justo”, completam.

A carta ainda diz que experiências de redução de jornada em outros países mostram que há aumento de produtividade do trabalho e estímulo à criação de novos postos.

“Nossa luta é para que a automação resulte em mais tempo livre e nunca em desemprego. É pela valorização do trabalho formal, com registro em carteira, para que mais trabalhadores sejam contemplados com as conquistas sindicais e legais. E é pelo fortalecimento das entidades sindicais, que garantirão na prática do dia a dia a implementação dos direitos trabalhistas conquistados à base de muita luta e resistência”, conclui.

Em um primeiro momento, as centrais sindicais tiveram posicionamento reticente em relação à campanha que viralizou nas redes sociais. CUT e Força seguiram o posicionamento de Luiz Marinho, ministro do Trabalho, e destacaram que a lei não deve abordar turnos de trabalho, como o 6×1, mas sim a redução da jornada.

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