Comissão do fim da escala 6×1 discute permitir dias de folga durante a semana

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Manifestantes participam de ato organizado pelo Movimento VAT, unificado com centrais sindicais, contra a escala de trabalho 6x1, durante o feriado do Dia do Trabalhador, na orla de Copacabana. - Tercio Teixeira - 01.mai.26/Folhapress

por Folha de S.Paulo

Integrantes da comissão especial que discute o fim da escala 6×1 passaram a defender, nos bastidores, uma flexibilização dos dias de folga aos trabalhadores, permitindo assim que eles descansem durante a semana.

A proposta original prevê que os dias de descanso sejam aos sábados e domingos, mas os empresários relataram preocupação com o texto, principalmente no setor do comércio, que registra um movimento maior de clientes nestes dias.

O principal argumento é que todo o final de semana de descanso pode inviabilizar estes setores e fragilizar as pequenas empresas.

O presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), já defendeu publicamente as folgas consecutivas. Mas interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), querem convencê-lo que o segundo dia de folga pode ser na semana.

Outra indefinição no colegiado é em relação ao período de transição para o fim da escala 6×1. A proposta que ganhou mais corpo nos últimos dias é de quatro anos. O relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu prazos e diz que vai ouvir todos os envolvidos.

Mas integrantes da comissão, ouvidos sob reserva, dizem que o ideal seria buscar um meio termo entre o que querem os trabalhadores e os empresários.

De um lado, os sindicatos defendem aplicação imediata. O argumento é que esperaram mais de 38 anos para reduzir a jornada de trabalho. O governo discute, nos bastidores, uma transição de, no máximo, até dois anos.

Por outro lado, o empresariado pediu 10 anos de transição. Este tempo, no entanto, é visto com mais ressalvas pela comissão especial e dificilmente deve estar no relatório.

Por isso, técnicos defendem que a transição mais palatável seria de quatro anos. Assim, a proposta seria reduzir uma hora por ano, começando em 2027.

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