Crime em João Pessoa: faca usada na morte de porteiro foi quebrada com mão

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Seu José Bezerra não resistiu aos ferimentos (Foto: Arquivo Pessoal)

Cláudio Manoel, morador do prédio no bairro dos Bancários, em João Pessoa – onde aconteceu a morte do porteiro José Bezerra – informou que o ato de se negar a emprestar um celular ao suspeito do crime pode ter motivado o ataque à vítima, que não resistiu aos ferimentos feitos com uma faca. Cláudio também foi atingido, mas recebeu alta e se recupera. A faca utilizada no crime chegou a ser quebrada durante a luta corporal com o suspeito e, segundo a vítima, foi crucial para salvar sua vida. Ele prestou depoimento à polícia na quinta-feira (21).

À equipe de reportagem do Tambaú da Gente Manhã, da TV Tambaú/SBT, Cláudio informou que na última segunda-feira (18), dia do crime, após tomar um banho e jantar, desceu para conversar com a vítima por volta das 21h30.

Cláudio detalhou o crime | Imagem: TV Tambaú/SBT

Quando cheguei para conversar, ele (Bezerra) comentou comigo que o Rian havia pedido o telefone emprestado e que depois devolveria. Ele (Seu Bezerra) disse que não poderia emprestar. Isso, até mesmo pelo histórico de Rian, de praticar pequenos furtos. Se levasse, ele deixaria a portaria sem telefone”, informou.

De acordo com Cláudio, o jovem de 21 anos ficou escondido, observando a conversa. “Acredito eu que o único motivo (do ataque) foi ele negar esse aparelho”, sinalizou.

Nos sentamos, aí ele estava num beco escondido, vestido de preto e com capuz na cabeça. Seu Bezerra estava à minha direita. Ele pulou e já deu um golpe muito grande em Seu Bezerra, que ficou em posição de defesa. Eu, prontamente o empurrei e ele caiu. Quando se levantou disse: agora é você, seu aglomerador”, detalha.

Após isso, Cláudio conta que tentou se desvencilhar dos golpes e ambos entraram em luta corporal. A faca utilizada no crime foi quebrada por ele. Assim o ataque cessou. Com a gritaria, outros moradores desceram e o suspeito tentou fugir na parte de trás do prédio. Até que apareceu um policial civil  e rendeu o homem apontado como responsável pelo ataque. Uma equipe do Corpo de Bombeiros que passava nas imediações realizou o primeiro atendimento atendimento. Cláudio foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

A Polícia Militar (PM) prendeu o suspeito de matar o porteiro, que já passou pela Central de Polícia e foi levado ao presídio. A prisão foi convertida em preventiva, e a Justiça determinou que o jovem fosse encaminhado à Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa.

por t5

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