Em evento na Fiesp, Lula promete reformas administrativa e tributária

Lula. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Por Júlia Portela

O ex-presidente e candidato ao Palácio do Planalto pelo PT Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende realizar reformas administrativa e tributária, caso seja eleito. A declaração foi dada durante sabatina na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na terça-feira (9/8).

“Vamos ter que fazer reforma administrativa porque tem pouca gente ganhando muito e muita gente ganhando muito pouco. É possível fazer justiça a partir de uma reforma administrativa, e nós vamos fazer porque o Brasil precisa disso”, disse Lula, sem detalhar como seria a mudança.

A proposta, no entanto, não consta no plano de governo da chapa do PT enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento reafirma “o nosso respeito e compromisso com as instituições federais, que foram desrespeitadas e sucateadas e com a retomada das políticas de valorização dos servidores públicos”.

Durante a sabatina, Lula ainda prometeu fazer uma reforma tributária para “ter dinheiro para o SUS”. O candidato destacou que a prioridade será taxar mais o patrimônio e menos a produtividade.

“Vamos sentar o rico e os que ganham menos para saber como vamos fazer essa reforma tributária. Logo depois da posse vamos colocar isso na mesa. Vai ser imediatamente essa reforma tributária, pois o futuro vai depender do que a gente fizer nos primeiros seis meses de governo.”

O petista também prevê fazer uma reunião na primeira semana de seu possível governo com os governadores para apontar “três ou quatro” obras necessárias para cada região.

“Nada será feito de surpresa, não haverá política de surpresa, não vamos dormir de noite e à meia-noite anunciar um pacote. Na minha vida não existe isso. Tudo será motivo de discussão e tudo será público até o sol estiver aparecendo. Quando o sol se esconder, não tem mais acordo, aí só pro outro dia”, completou.

Auxílio Brasil é medida eleitoreira

Lula afirmou durante a sabatina que o candidato Jair Bolsonaro (PL) determinou o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 até dezembro como uma “medida eleitoreira”.

“Nós vamos concorrer em uma eleição vendo um dos adversários, para não citar nomes, fazendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império”, disse. “Não se tem precedente na história do Brasil de alguém que, faltando 57 dias para as eleições, resolva fazer uma distribuição de 50 e poucos bilhões de reais em benefício que só dura até dezembro. Ou seja, são benefícios que têm uma duração muito pequena.”

A Fiesp, em conjunto com a Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), tem promovido um ciclo de debates com presidenciáveis. Já estiveram no evento o candidato do PDT, Ciro Gomes, Luiz Felipe D’Ávila (Novo) e Simone Tebet (MDB). O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), também foi convidado, mas cancelou sua ida, prevista para quinta-feira (11/8).

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