Exército israelense diz ter matado comandante do Hamas em ataque a Gaza
Carro atacado por Israel na Cidade de Gaza, no centro do território palestino - Dawoud Abu Alkas/Reuters
O Exército israelense afirmou ter matado no sábado (13) Raed Saed, um alto comandante do Hamas e um dos arquitetos dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, em uma ofensiva aérea que atingiu um carro na Cidade de Gaza, segundo Tel Aviv.
O ataque matou cinco pessoas, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza. Não houve confirmação imediata do grupo terrorista Hamas ou dos médicos sobre se Saed estava entre os mortos. O Exército israelense afirmou, momentos depois, ter matado Raed.
O assassinato, se confirmado, seria o de maior repercussão envolvendo uma liderança relevante do Hamas desde a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo, em outubro deste ano.
Em nota conjunta, o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram ter ordenado a morte de Raad Saad em resposta à detonação de um artefato explosivo pelo Hamas que feriu de forma leve dois soldados israelenses no mesmo dia. Segundo o comunicado, Saad era um terrorista ligado diretamente à ação contra as forças de Israel.
O oficial da defesa israelense descreveu Saed como chefe da força de fabricação de armas do Hamas. Pessoas do grupo também o descreveram como o segundo em comando do braço armado do grupo, depois de Izz al-Hadad. Saed costumava comandar o batalhão do Hamas na Cidade de Gaza, um dos maiores e mais bem equipados do grupo, disseram essas pessoas.
A guerra em Gaza começou depois que terroristas liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas, a maioria civis, e fizeram 251 reféns em um ataque ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. A ofensiva retaliatória de Israel matou mais de 70 mil palestinos, a maioria civis, segundo autoridades de saúde locais.
O cessar-fogo de 10 de outubro permitiu que centenas de milhares de palestinos retornassem às ruínas da Cidade de Gaza. Israel retirou tropas de posições na cidade e o fluxo de ajuda humanitária aumentou.
Mas a violência não cessou completamente. Autoridades de saúde palestinas afirmam que as forças israelenses mataram pelo menos 386 pessoas em ataques em Gaza desde o cessar-fogo. Israel afirma que três de seus soldados foram mortos desde o início da trégua e que atacou dezenas de combatentes.
por Folha de S.Paulo e Reuters