Fala exaltada de ativistas contra STF incomoda organizadores de evento conservador

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Ativista acompanha discurso na Cpac, em Balneário Camboriú (SC) - Anderson Coelho/Reuters

Uma fala exaltada de dois ativistas contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na Cpac, conferência conservadora que ocorreu no último final de semana em Balneário Camboriú (SC), incomodou os organizadores do evento.

Os bolsonaristas Adrilles Jorge e Marco Antônio Costa aproveitaram o atraso na entrada do presidente da Argentina, Javier Milei, no domingo (7), para subir ao palco e convocar aos berros um protesto contra a corte no dia 14 de julho, na avenida Paulista. A participação deles não estava prevista na programação do evento.

Adrilles, pré-candidato a vereador em São Paulo pelo União Brasil, gritou “fora Alexandre de Moraes” e pediu o impeachment dele.

Já Costa disse que não descansará enquanto ministros da corte paguem indenização aos responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 que fugiram para a Argentina. Ele citou Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

Também disse que Barroso, presidente da corte, que foi à China para contatos com o Judiciário local, viajou para “fazer negócio” com o país asiático. Ainda chamou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de prevaricador, por não iniciar processos de impeachment contra ministros do STF.

Por enquanto, o ato na Paulista não tem grande adesão das principais lideranças bolsonaristas. Embora tenha incluído críticas ao STF em suas palestras, a programação oficial da Cpac tomou o cuidado de não escalar demais na retórica, nem personalizar ataques aos ministros.

A estratégia segue em linha com a tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro de baixar a tensão com a corte e buscar algum tipo de relação com ela, mirando uma possível anistia. A avaliação é que a performance dos ativistas joga contra essa tentativa.

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