Governador afastado de Alagoas por corrupção e apoiador de Lula enriqueceu 545% em quatro anos

Governador Paulo Dantas. Foto: Agência Alagoas

Por Paulo Moura

Desde que foi eleito como deputado estadual em Alagoas, em 2018, o governador afastado do estado, Paulo Dantas (MDB), aumentou seu patrimônio em cerca de 545%. A informação é pública e pode ser obtida no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral que registra as candidaturas a cargos eletivos no país.

Em 2018, Dantas registrou sete bens, em um total de R$ 796.585,48. Entre eles, o hoje governador afastado declarou um apartamento em Maceió no valor de R$ 486,2 mil, um veículo Mitsubishi Pajero no valor de R$ 194,8 mil e um imóvel rural com valor declarado de R$ 100 mil na cidade de Batalha, em Alagoas, onde Dantas foi eleito como prefeito em 2004 e reeleito em 2008.

Já em 2022, a declaração de bens entregue por Paulo Dantas à Justiça Eleitoral saltou para R$ 5.139.384,67, valor 545,2% maior que em 2018. Na comparação com o patrimônio que possuía há quatro anos, Dantas adicionou dois apartamentos, com valores de R$ 1,85 milhão e R$ 1,4 milhão, além de quantias bancárias.

O crescimento do patrimônio é ainda maior se comparado com 2008, quando Dantas foi reeleito como prefeito de Batalha. Na época, o patrimônio registrado pelo atual governador afastado era de R$ 191.400, divididos em três bens: um veículo Mitsubishi Pajero de R$ 77 mil, um Fiat Idea de R$ 44,4 mil, e um apartamento de R$ 70 mil.

DANTAS ESTÁ AFASTADO DO CARGO DE GOVERNADOR
Eleito deputado estadual em 2018, Dantas foi alçado ao governo de Alagoas em maio deste ano, para um mandato-tampão que vai até o fim de 2022. A eleição se deu por votação indireta, feita pela Assembleia Legislativa do estado, após o então governador, Renan Filho, deixar o cargo para concorrer a uma vaga no Senado.

Na última terça-feira (11), o governador foi afastado do cargo, por ordem da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O chefe do Executivo foi alvo da Operação Edema, que cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar supostos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a investigação se debruça sobre a suposta “prática sistemática de desvios de recursos públicos desde 2019 no âmbito do Poder Público do Estado”. O órgão informou ainda que, por ordem judicial, os investigados estão impedidos de manter contato entre si e de frequentar órgãos públicos envolvidos na apuração.

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