Hugo Motta e Nabor Wanderley Viram Peso Morto nas Eleições
Hugo Motta e Nabor Wanderley
Não está nada fácil para a dupla Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, e seu pai, o prefeito de Patos Nabor Wanderley, pré-candidato ao Senado. Longe dos discursos otimistas e das fotos cuidadosamente produzidas, a realidade que emerge das ruas e das pesquisas informais é dura, incômoda e impossível de maquiar: a rejeição popular só cresce — e cresce em ritmo acelerado.
Hugo Motta, que em outubro tentará a façanha de um quinto mandato, aparece como o principal alvo do desgaste. Seu nome provoca mais resistência do que entusiasmo, reflexo direto de uma presidência da Câmara marcada por decisões controversas, alinhamentos oportunistas e um distanciamento cada vez maior das pautas que realmente importam ao povo brasileiro.
Já Nabor Wanderley, apesar da exposição intensa na mídia e do desfile de supostos apoios de prefeitos e lideranças políticas, patina nos números. Sua pré-candidatura ao Senado segue anêmica, sem empolgar o eleitor que terá duas opções de voto. Enquanto isso, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevêdo (PSB) lideram com folga todas as aferições conhecidas até aqui.
A tentativa de Hugo Motta de se reaproximar do presidente Lula soa mais como cálculo frio do que convicção política — e o eleitor percebe. As pesquisas indicam que essa manobra não apenas fracassou, como ampliou a distância entre o parlamentar e o eleitorado lulista, que já não enxerga qualquer identidade entre Hugo e os interesses do campo popular.
O ano de 2025, primeiro de Hugo à frente da presidência da Câmara, foi decisivo para consolidar um desgaste nacional sem precedentes. Jovem na idade, mas velho nas práticas, Hugo é apontado como um político de pouca densidade intelectual, mais associado a interesses pessoais e ao jogo do poder do que às grandes causas públicas que deveriam orientar quem ocupa um cargo dessa envergadura.
Esse desgaste não ficará restrito a pai e filho. Ele tende a respingar com força nas eleições majoritárias. O vice-governador Lucas Ribeiro, que deverá disputar o Palácio da Redenção após a saída de João Azevêdo para concorrer ao Senado, surge como elo frágil dessa engrenagem. Sem grande expressão popular, corre o risco de ser tragado pelo desgaste acumulado de Hugo e Nabor.
Dinheiro não será problema — nunca é. O que pode faltar, e tudo indica que faltará, é apoio popular e voto consciente no dia da eleição.
Para a opinião pública brasileira — e, de forma ainda mais contundente, para a paraibana — a passagem de Hugo Motta pela presidência da Câmara dos Deputados já é apontada como a pior da história do parlamento.
“Não há com quem comparar. Não existe qualquer identidade entre suas ações e os interesses da Nação”, resume um interlocutor, sob anonimato.
O fato é simples e inescapável: o eleitor está atento. Saberá escolher — e também saberá dizer não àqueles que traem os interesses da classe trabalhadora.
Para muitos, Hugo Motta não governa para o povo: serve ao imperialismo financeiro. E essa conta, cedo ou tarde, chega às urnas.