Indicação de Zanin: aliados de Alcolumbre dizem que senador atenderá cronograma do governo

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Davi Alcolumbre. Foto: Matheus Veloso

por Sandy Mendes

Diferentemente do que aconteceu com a sabatina de André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), a análise do nome de Cristiano Zanin à Corte deve ter um calendário mais célere. É o que sinalizam aliados do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

O rito de votação estipula que Zanin deve passar primeiro pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, presidida por Alcolumbre. Em seguida, o plenário avalia a indicação do advogado escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo.

Antes disso, o nome deve constar na pauta oficial do Senado. Essa etapa costuma acontecer poucos dias depois da comunicação oficial feita pelo presidente da República. A escolha do dia para a votação, porém, fica à mercê da presidência da CCJ.

Em 2021, Alcolumbre segurou a sabatina do nome de André Mendonça por 141 dias. Jair Bolsonaro indicou o ministro em 1º de julho, e o nome só foi aprovado em 1º de dezembro, após 8 horas de audiência na comissão. As sessões para sabatinar um indicado à Suprema Corte costumam durar entre 8 horas e 12 horas.

Desta vez, porém, essa morosidade não deve se repetir. Membros da comissão afirmaram que o senador do Amapá comprometeu-se a seguir o calendário do governo e sabatinar, antes do recesso parlamentar, o novo ministro. Deputados e senadores devem paralisar os trabalhos de 17 de julho a 1º de agosto.

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