iPhone ‘barato’ custa até R$ 5,7 mil; veja tudo o que a Apple lançou nesta terça
Redação 10 de março de 2022 0
© Apple / Divulgação. M1 Ultra da Apple
Em seu primeiro evento do ano, a Apple anunciou nesta terça-feira, 8, um novo modelo de iPhone SE, um novo processador, um computador para uso profissional, um novo iPad Air e até uma versão do iPhone 13 inspirada no verde da natureza.
O iPhone SE, versão “barata” do celular da empresa, não resistiu à crise global de chips e, no caso brasileiro, à alta do dólar. Os preços aumentaram consideravelmente. O SE vai custar a partir de R$ 4,2 mil no Brasil ( US$ 430 nos EUA). Os novos iPhones SE, que não recebiam atualização desde 2020, agora serão equipados com 5G e terão o chip A15 Bionic, o mesmo processador presente na família do iPhone 13, lançada no ano passado.
Segudo a Apple, o novo iPhone SE é 1,8 vezes mais rápido que o iPhone 8, modelo lançado em 2017. O aparelho chega com ferramentas semelhantes ao iPhone 13, como o scanner de textos a partir de imagens. A comparação com o iPhone 8 tem justificativa: o aparelho mantém o mesmo design pequeno, com tela de 4,7 polegadas – a título de comparação, a tela do iPhone 13 Pro Max tem 6,7 polegadas. Ele ainda tem uma câmera única na traseira, agora atualizada para 12 megapixel (MP). No iPhone 13, os aparelhos começam com conjuntos duplos de lentes.
Para tentar mostrar diferenciação, a Apple afirma que o novo iPhone SE tem os vidros frontal e traseiro “mais resistentes já vistos em um smartphone”.
Embora considerado o aparelho barato da empresa, o preço inicial veio mais alto: em 2020, quando a última versão do SE foi lançada, o celular custava a partir de R$ 3.330 – o aumento no modelo chega a 26%. A Apple não explicou, mas a crise global dos chips parece ter impactado o custo do aparelho. Todos os modelos sofreram alta: em 2020, o modelo de 128 GB foi lançado por R$ 3,6 mil e agora saíra por R$ 4,7 mil, inflação de 30%. Já o modelo de 256 GB custava R$ 4.050 há dois anos e agora será vendido por R$ 5,7 mil, aumento de 40,7%.
Novo processador
Depois dos chips M1, M1 Pro e M1 Max, a Apple anunciou um novo chip para computadores da marca: o M1 Ultra. Desde 2020, a Apple tem investido em chips próprios para os seus computadores, afastando-se dos processadores da Intel – a parceria com a fabricante acontecia desde 2006. Ao desenvolver os próprios processadores, a empresa garante ter um maior nível de integração entre software e hardware, assim como ocorre com os dispositivos móveis da empresa.
De acordo com a Apple, uma nova configuração do chip, chamada UltraFusion, é uma das tecnologias que permite que o M1 Ultra possa ser mais rápido e eficiente. Trata-se de uma comunicação direta entre duas placas de processamento, que diminui a perda de velocidade entre as conexões do chip por meio de uma placa física de junção. Na potência, é como se fossem dois chips unidos e trabalhando ao mesmo tempo.
Quanto ao tamanho, o M1 Ultra é duas vezes maior que o M1 Max, que já era bem maior que o M1 Pro. Isso permite a inclusão de mais transistores no processador, o que resulta e maior potência: o M1 Ultra é oito vezes mais rápido do o M1.
Na prática, a empresa fundiu dois chips M1, o que dobrou suas especificações em relação ao M1 Max: são 20 núcleos (16 de performance e 4 de eficiência, GPU de 64 núcleos, processador de inteligência artificial de 32 núcleos e suporte de até 128 GB de RAM.
Mac Studio
Com o novo processador, a Apple aproveitou para revelar novas máquinas. A empresa anunciou o novo Mac Studio, voltado principalmente para profissionais da área de criatividade, como designers e arquitetos. No design, o computador lembra a aparência do Mac Mini.
O Mac Studio pode ser adquirido com o novo processador M1 Ultra ou com M1 Max. O dispositivo tem suporte para entradas HDMI, USB, quatro portas Lightning e uma entrada para fone de ouvido. Na parte da frente, são duas portas USB-C e uma entrada para cartão SD. Segundo a empresa, um único aparelho comporta quatro monitores e uma TV. O computador custará a partir de R$ 23 mil com o chip M1 Max e R$ 47 mil com o chip M1 Ultra.
A empresa também apresentou o Studio Display, um novo monitor que é compatível com o Mac Studio e pode ser comprado separadamente. Além da possibilidade de ajuste de altura, o Studio Display pode ser configurado para o uso na vertical, em orientação retrato. A tela é de 27 polegadas e funciona com a tecnologia 5K. A câmera integrada do monitor é de 12 MP e conta com uma tecnologia de estabilização e centralização da imagem. Para o som, são seis saídas de áudio, nas laterais e embaixo do monitor. O monitor custará a partir de R$ 18 mil no Brasil.
Novo iPad Air
A Apple também anunciou a nova linha de iPad Air da marca, com design fino de metal e colorido. Os novos modelos vão chegar ao mercado com o processador M1 da Apple, mesmo chip utilizado em Macbooks da empresa. O foco está no uso que os usuários podem fazer com o dispositivo em ferramentas de estudo, de arte e games, por exemplo.
Segundo a Apple, o novo iPad Air com o processador M1 é 60% mais rápido que o modelo anterior, que era equipado com o chip A14 Bionic. A mudança marca mais uma fase da transição da Apple nos tablets, abandonando os chips da linha A (criados para o iPhone) e avançando em direção aos chips da linha M (criado para os Macs). O iPad Pro já contava com chips do tipo.
A câmera frontal também recebeu uma atualização: agora, a lente é de 12 MP, com foco na estabilidade de imagem para videochamadas. O aparelho também chega com suporte à rede 5G. Ele também é compatível com a canetinha Apple Pencil, que custa US$130 nos EUA. Os novos iPad Air estarão disponíveis nas cores rosa, azul, branco, lilás e prata. Custará entre R$ 6,8 mil e R$ 8,4 mil.
O lançamento do novo iPad Air acontece um ano e meio depois de a empresa deixar o tablet “leve” mais parecido com os modelos de iPad Pro. A última atualização do tablet havia sido em 2020.
iPhone 13 ‘erva’
Fazendo alusão à natureza, a Apple também lançou duas novas versões do iPhone 13 na cor verde. Os modelos estarão disponíveis nos Estados Unidos a partir do dia 18 de março, tanto para o iPhone 13 quanto para o iPhone 13 Pro. Outras novidades sobre um possível iPhone 14 devem ficar para o tradicional evento de setembro da empresa.
Reveja abaixo a apresentação da Apple.
