Lula participa da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, em Paris, nesta sexta-feira (23/6). Mais tarde, ele será recebido por Macron em um almoço de trabalho, no Palácio Eliseu, a nova residência do presidente francês. O líder europeu é uma das vozes mais duras em relação ao tratado.
“Os acordos comerciais têm de ser mais justos. Estou doido para fazer um acordo com a União Europeia. Mas não é possível. A carta adicional que foi feita pela União Europeia não permite que se faça um acordo”, declarou o petista.
“Nós vamos fazer a resposta, e vamos mandar a resposta, mas é preciso que a gente comece a discutir. Não é possível que nós tenhamos uma parceria estratégica e haja uma carta adicional fazendo uma ameaça a um parceiro estratégico. Como a gente vai resolver isso?”, prosseguiu, se referindo a Macron.
Em viagem à Europa esta semana, o titular do Palácio do Planalto tenta costurar um apoio para o andamento do tratado, emperrado há duas décadas. Em coletiva de imprensa na última quinta (22), Lula chamou o documento de “inaceitável” e prometeu debater o assunto com o presidente francês.
Os dois líderes têm uma relação amigável, e Lula restabeleceu, em janeiro, as relações diplomáticas estremecidas entre os países após um incômodo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar do clima amistoso, Lula e Macron ainda divergem em temas estratégicos, como posicionamentos em relação à guerra na Ucrânia e o andamento do tratado.